Ouro dispara +3% e revigora ETFs temáticos e ações da Aura Minerals; veja motivo
Apostas sobre o fim próximo da guerra entre Estados Unidos e Israel contra Irã favorecem metal precioso.
A Aura Minerals (AURA33) anunciou nesta segunda-feira (4) a intenção de deixar a Bolsa de Valores de Toronto, a TSX.
O movimento ocorre devido à recente chegada da empresa na Nasdaq e deve alterar o lastro dos BDRs (BrazilianDepositaryReceipts) negociados na B3.
📈 Mineradora do Canadá com minas no Brasil e em outros países da América Latina, a Aura Minerals está listada na Bolsa de Toronto desde 2006. Mas, em julho, também estreou na Nasdaq, com o ticker AUGO.
À época, a Aura afirmou que pretendia transferir o seu principal local de listagem para uma bolsa de valores dos Estados Unidos, por acreditar que isso aumentaria a liquidez de suas ações.
A companhia ainda tinha como objetivo fortalecer e diversificar a base de acionistas, por meio de um acesso mais amplo aos mercados de capitais globais.
Não à toa, o IPO (oferta pública inicial de ações) na Nasdaq movimentou US$ 196,4 milhões (mais de R$ 1 bilhão à época).
Agora, a mineradora decidiu deixar a Bolsa de Toronto. Por isso, deve apresentar um pedido de deslistagem voluntária das suas ações da TSX.
🗣️ Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (4), a Aura disse que o objetivo é "consolidar a negociação de seus valores mobiliários no mercado de capitais norte-americano, com a expectativa de assim ampliar a liquidez de suas ações".
Também pesaram nessa decisão "os custos e despesas recorrentes para manutenção da listagem na TSX, bem como a existência de mercado alternativo para negociação das Ações Ordinárias na Nasdaq".
Para avançar, a deslistagem ainda precisa ser aprovada pela TSX e também pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Isso porque a operação trará mudanças para os BDRs da Aura, negociados na B3.
↪️ Os BDRs têm como lastro as ações listadas em Toronto no momento, mas passarão a ser lastreados nas ações negociadas na Nasdaq caso a empresa deixe a bolsa canadense. A mudança, contudo, precisa passar pelo crivo da CVM.
Em fato relevante, a Aura disse que "tal alteração não impactará os direitos dos titulares de BDRs negociados na B3, os quais continuarão a ter lastro em Ações Ordinárias da Companhia, agora listadas na Nasdaq".
A companhia ainda reforçou o compromisso de manter o mercado informado sobre a operação, comunicando, por exemplo, a data estimada para a deslistagem.
Apostas sobre o fim próximo da guerra entre Estados Unidos e Israel contra Irã favorecem metal precioso.
O pagamento está previsto para ocorrer até 26 de março de 2026, em reais.
Contratos futuros do metal dourado são negociados acima dos US$ 5 mil por onça-troy, revertendo pressão vendedora.
Só o metal prateado viu a sua cotação se desvalorizar -25%, a maior queda diária desde a crise financeira de 2008.
Investidores recorrem a ativos de reserva de valor e proteção, como o ouro, em meio às tensões geopolíticas em 2026.
A mineradora produziu mais de 82 mil onças de ouro no 4T25, atingindo o guidance do ano.
De acordo com o banco, ganhos não devem se limitar às companhias de petróleo dos EUA.
Se as petroleiras sofrem com o medo, a Aura Minerals colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.
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