Ouro e prata voltam a brilhar e seus ETFs disparam até 7%
Contratos futuros do metal dourado são negociados acima dos US$ 5 mil por onça-troy, revertendo pressão vendedora.
A Aura Minerals (AURA33) anunciou nesta segunda-feira (4) a intenção de deixar a Bolsa de Valores de Toronto, a TSX.
O movimento ocorre devido à recente chegada da empresa na Nasdaq e deve alterar o lastro dos BDRs (BrazilianDepositaryReceipts) negociados na B3.
📈 Mineradora do Canadá com minas no Brasil e em outros países da América Latina, a Aura Minerals está listada na Bolsa de Toronto desde 2006. Mas, em julho, também estreou na Nasdaq, com o ticker AUGO.
À época, a Aura afirmou que pretendia transferir o seu principal local de listagem para uma bolsa de valores dos Estados Unidos, por acreditar que isso aumentaria a liquidez de suas ações.
A companhia ainda tinha como objetivo fortalecer e diversificar a base de acionistas, por meio de um acesso mais amplo aos mercados de capitais globais.
Não à toa, o IPO (oferta pública inicial de ações) na Nasdaq movimentou US$ 196,4 milhões (mais de R$ 1 bilhão à época).
Agora, a mineradora decidiu deixar a Bolsa de Toronto. Por isso, deve apresentar um pedido de deslistagem voluntária das suas ações da TSX.
🗣️ Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (4), a Aura disse que o objetivo é "consolidar a negociação de seus valores mobiliários no mercado de capitais norte-americano, com a expectativa de assim ampliar a liquidez de suas ações".
Também pesaram nessa decisão "os custos e despesas recorrentes para manutenção da listagem na TSX, bem como a existência de mercado alternativo para negociação das Ações Ordinárias na Nasdaq".
Para avançar, a deslistagem ainda precisa ser aprovada pela TSX e também pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Isso porque a operação trará mudanças para os BDRs da Aura, negociados na B3.
↪️ Os BDRs têm como lastro as ações listadas em Toronto no momento, mas passarão a ser lastreados nas ações negociadas na Nasdaq caso a empresa deixe a bolsa canadense. A mudança, contudo, precisa passar pelo crivo da CVM.
Em fato relevante, a Aura disse que "tal alteração não impactará os direitos dos titulares de BDRs negociados na B3, os quais continuarão a ter lastro em Ações Ordinárias da Companhia, agora listadas na Nasdaq".
A companhia ainda reforçou o compromisso de manter o mercado informado sobre a operação, comunicando, por exemplo, a data estimada para a deslistagem.
Contratos futuros do metal dourado são negociados acima dos US$ 5 mil por onça-troy, revertendo pressão vendedora.
Só o metal prateado viu a sua cotação se desvalorizar -25%, a maior queda diária desde a crise financeira de 2008.
Investidores recorrem a ativos de reserva de valor e proteção, como o ouro, em meio às tensões geopolíticas em 2026.
A mineradora produziu mais de 82 mil onças de ouro no 4T25, atingindo o guidance do ano.
De acordo com o banco, ganhos não devem se limitar às companhias de petróleo dos EUA.
Se as petroleiras sofrem com o medo, a Aura Minerals colhe os frutos de ser uma das principais exposições ao ouro na bolsa brasileira.
Demanda dos investidores pelo metal precioso geralmente costuma disparar em viradas de ano.
Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, elabora estudo que aponta quais ações brasileiras mais se deram bem nos últimos 3 anos.
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