Americanas (AMER3): Relatório revela detalhes ‘alarmantes’ da fraude bilionária
Um relatório recentemente divulgado, destaca seis pontos centrais que revelam a magnitude das irregularidades cometidas.

🚨 A investigação sobre o escândalo contábil da Americanas (AMER3) trouxe à tona novos e impactantes desdobramentos.
Um relatório recentemente divulgado pelo comitê independente, contratado para apurar o rombo de R$ 25 bilhões nas contas da varejista, destaca seis pontos centrais que revelam a magnitude das irregularidades cometidas pela companhia ao longo dos anos.
Risco sacado: A base do esquema
Um dos principais elementos da fraude foi a manipulação do chamado "risco sacado", um mecanismo usado por empresas para antecipar pagamentos a fornecedores.
No caso da Americanas, o erro crítico foi não reconhecer esses valores como dívida, o que ajudou a esconder a real condição financeira da empresa.
Estima-se que R$ 3,4 bilhões em despesas deixaram de ser declarados nos balanços, maquiando o passivo da companhia.
Contratos de propaganda: Forja e desvio
O relatório também aponta que a empresa utilizava contratos fictícios de Verba de Propaganda Cooperada (VPC) para ajustar suas dívidas com fornecedores.
Essa manobra permitia à varejista reduzir os montantes devidos, criando a ilusão de uma maior solidez financeira. Parte desses contratos, conhecidos como "VPC B", sequer existiam, conforme foi revelado pela investigação.
Conivência bancária
💰 Outro fator alarmante que veio à tona foi o envolvimento de funcionários de bancos com os executivos da Americanas.
Esses colaboradores bancários teriam auxiliado a ocultar operações irregulares, como o risco sacado, enviando informações falsas para auditorias, que acabaram sendo ludibriadas.
Esse esforço coordenado entre a companhia e seus parceiros financeiros foi crucial para o sucesso da fraude.
Conflitos com auditorias
O relatório detalha momentos de tensão entre a diretoria da Americanas e as auditorias externas.
Muitas vezes, os auditores se deparavam com dados incompletos ou inconsistentes, o que dificultava a análise correta das finanças da empresa. Essa falta de transparência contribuiu para a perpetuação do esquema.
Vendas de ações antes do colapso
O quinto ponto investigado envolve a venda de ações por executivos da Americanas antes que o mercado tivesse conhecimento da fraude.
No segundo semestre de 2022, cerca de R$ 287 milhões em ações foram negociadas, o que gerou suspeitas de que esses diretores sabiam do rombo iminente e buscaram se desfazer de suas participações antes da divulgação dos resultados.
Mudança na presidência acelera exposição
📈 A chegada de Sérgio Rial à presidência da Americanas, em 2023, foi um divisor de águas no escândalo.
Com a nova gestão, os executivos da companhia perceberam que seria cada vez mais difícil continuar mascarando os números.
O relatório sugere que a preocupação entre os diretores aumentou consideravelmente, com diálogos revelando o temor de que a nova liderança descobrisse as irregularidades.
O caso da Americanas serve como um alerta para o mercado sobre a importância de uma governança corporativa sólida e transparente, além de destacar o papel crucial das auditorias e instituições financeiras na fiscalização das operações das empresas.

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