37% da população já faz algum tipo de investimento, diz Anbima
Número teve leve alta em relação ao ano passado, mas houve aumento no interesse.

O Raio X do Investidor Brasileiro, divulgado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) nesta segunda-feira (24), mostra que ao menos 59 milhões de brasileiros têm algum tipo de investimento. Esse número representa 37% da população adulta, uma porção bastante significativa.
💰 “É mais do que a população da Espanha e é o que faz a indústria de investimentos no Brasil ser muito sofisticada. Nosso mercado de fundos de investimentos e de títulos emitidos pelos bancos é enorme. Se o país não contasse com tantos investidores, não teria capacidade de desenvolver tanto esse setor”, diz Marcelo Billi, superintendente de sustentabilidade, inovação e educação da Anbima.
Desde o ano passado, houve um crescimento na quantidade de pessoas que cogitam fazer alguma aplicação nos próximos meses. Dos 101 milhões de brasileiros que ainda não têm experiência com investimentos, 18 milhões desejam iniciar essa jornada em 2025.
“Neste ano, ainda entenderemos como a inflação deve se comportar e como os brasileiros devem reagir à subida dos juros. Por um lado, os produtos de renda fixa devem render mais, mas por outro lado, diminui a capacidade dos indivíduos de poupar”, diz Billi.
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O Raio X é divulgado anualmente pelo Datafolha, a pedido da Anbima, e traz um retrato do mercado financeiro em todo o país. Nesta edição houve um aumento no número de mulheres que desejam fazer investimentos em 2025, consolidando um movimento que ganhou força desde a pandemia.
"A proporção de mulheres investidoras tem crescido ao longo das últimas edições do Raio X. A democratização da conversa sobre dinheiro nas mídias sociais e um esforço grande de desmistificar as finanças explicam parte deste movimento. Ainda assim, a parcela do público feminino que investe é bem inferior a do masculino, o que mostra que temos ainda um caminho longo a percorrer para promover a maior participação das mulheres em várias dimensões do mundo das finanças", pontua o executivo.
Entre os principais motivos alegados por elas para fazerem seus investimentos, se destaca a segurança, um comportamento similar entre os dois gêneros pesquisados. Na sequência, elas responderam que o rendimento das aplicações também é outra razão de começarem a fazer o pé-de-meia.
“A independência financeira está muito associada à sensação de segurança que os investimentos podem proporcionar. Embora seja um fator priorizado por todas as pessoas, a tranquilidade em ter uma reserva de recursos é mais valorizada pelas mulheres em todas as edições do Raio X”, finaliza Billi.

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