Como fazer o dinheiro trabalhar para você?
Os contratos futuros são um dos instrumentos mais versáteis do mercado financeiro, pois permitem que investidores, empresas e até produtores rurais negociem a compra ou venda de um ativo para uma data futura, com preço definido no momento da negociação.
Neste artigo, você vai entender em detalhes como funcionam os contratos futuros, seus principais usos, vantagens e riscos, além de ver exemplos práticos de operação na Bolsa de Valores (B3).
Contratos futuros são acordos padronizados de compra ou venda de um ativo para liquidação em uma data futura, por um preço definido no momento da negociação.
Eles fazem parte da categoria dos derivativos, pois derivam seu valor de outro ativo commoditie, moedas, índice de ações ou criptomoedas.
Esses contratos são negociados no mercado futuro da B3 e permitem que o investidor invista na alta ou na queda de um determinado ativo.
Caso a expectativa se concretize, é possível obter lucro; caso contrário, podem ocorrer perdas. A padronização das condições, como tamanho do contrato, prazos e forma de liquidação, garante transparência e liquidez nas operações.
Os contratos futuros atendem a dois grandes objetivos:
Hedge (proteção): Uma companhia aérea, por exemplo, pode comprar contratos futuros de dólar para se proteger de uma eventual alta da moeda e evitar aumento nos custos de combustível importado.
Especulação: Investidores que acreditam em uma alta ou queda futura do preço de um ativo operam contratos futuros para tentar lucrar com essa variação.
Nesse último caso, o objetivo não é se proteger, mas sim aproveitar a volatilidade do mercado para ganhar dinheiro.
O funcionamento dos contratos futuros pode ser entendido em 5 etapas:
Na B3, cada contrato possui um valor nocional padrão. Para facilitar o acesso de pessoas físicas, foram criados os minicontratos, com valor reduzido.
Exemplo:
IND (contrato cheio de índice Bovespa) = R$ 1 por ponto.
WIN (mini índice) = R$ 0,20 por ponto.
Essa diferença torna os minicontratos mais acessíveis, permitindo que investidores iniciantes participem do mercado futuro com menos capital.
A B3 oferece uma ampla variedade de contratos, que podem ser agrupados em diferentes categorias:
Commodities agrícolas e pecuárias: contratos de boi gordo, café, milho e soja permitem que produtores e indústrias se protejam das variações de preço desses produtos.
Moedas: contratos de dólar, euro e mini dólar são muito utilizados por importadores, exportadores e investidores que querem se proteger da volatilidade cambial ou lucrar com ela.
Índices de ações:contratos de índice Bovespa (IND) e mini índice (WIN) possibilitam ao investidor apostar na alta ou queda do mercado de ações como um todo, sem precisar comprar cada ação individualmente.
Criptomoedas: a B3 também disponibiliza contratos futuros de Bitcoin, permitindo exposição à criptomoeda sem a necessidade de comprá-la diretamente.
Cada contrato futuro possui um código (ticker) formado por:
Dito isso, veja os principais tickers de contratos futuros disponíveis na B3:
Índices de ações
IND – Índice Bovespa (contrato cheio)
WIN – Mini Índice Bovespa
ISP – Índice S&P 500
WSP – Microcontrato S&P 500
Moedas
Commodities agrícolas
BGI – Boi Gordo
ICF – Café Arábica Tipo 4/5
CNL – Café Conilon Robusta
CCM – Milho com liquidação financeira
SOY – Soja FOB Santos
Energia e outros
ETN – Etanol Hidratado
OZ1 – Ouro 250 gramas
Criptomoedas
BIT – Bitcoin
Agora veja as letras que indicam o vencimento do contrato e o seu respectivo mês:
Janeiro - F
Fevereiro - G
Março - H
Abril - J
Maio - K
Junho - M
Julho - N
Agosto - Q
Setembro - U
Outubro - V
Novembro - X
Dezembro - Z
Por exemplo, o código WDOF24 identifica um minicontrato de dólar com vencimento em janeiro de 2024.
As datas de vencimento variam de acordo com o tipo de ativo. Para os contratos de dólar, por exemplo, o vencimento ocorre no último dia útil do mês. Já para o índice Bovespa, é sempre na quarta-feira mais próxima do dia 15 de meses pares.
💡Saiba mais: O que são commodities: guia completo para investir
Quem deseja operar contratos futuros deve seguir alguns passos importantes:
Operar contratos futuros é uma decisão que pode oferecer diversos benefícios, dentre os quais, podemos destacar:
Proteção (hedge): permite reduzir riscos de variação de preço de ativos importantes para empresas e investidores.
Liquidez: a grande movimentação diária facilita abrir e encerrar posições rapidamente.
Alavancagem: é possível negociar valores elevados aplicando apenas uma fração como margem de garantia.
Flexibilidade: o investidor pode atuar tanto na alta quanto na queda dos preços.
No entanto, apesar das oportunidades, os contratos futuros exigem atenção redobrada. A alavancagem, que pode potencializar ganhos, também aumenta as perdas.
Uma oscilação brusca no preço do ativo pode gerar prejuízos significativos e até chamadas de margem inesperadas.
Além disso, é necessário conhecimento técnico para compreender o funcionamento do ajuste diário e dos mecanismos de liquidação. O investidor deve ter um plano bem definido de entrada e saída, além de estratégias de controle de risco.
A resposta depende diretamente do perfil, dos objetivos e do nível de conhecimento do investidor.
Empresas e produtores: para companhias expostas a variações de câmbio, juros ou preços de commodities, os contratos futuros são ferramentas estratégicas de proteção (hedge). Eles ajudam a dar previsibilidade ao caixa e aos custos, reduzindo o impacto de oscilações inesperadas.
Investidores que buscam diversificação: incluir derivativos na carteira pode equilibrar riscos e trazer novas possibilidades de retorno, especialmente em cenários de volatilidade nos mercados tradicionais.
Especuladores experientes: para quem tem conhecimento técnico, acompanha o mercado de perto e possui disciplina, os contratos futuros podem oferecer oportunidades de lucros expressivos em prazos curtos, aproveitando movimentos de alta ou queda.
Iniciantes e perfis conservadores: para esses investidores, os riscos podem superar os benefícios. A alavancagem, que multiplica ganhos, também amplia perdas, exigindo preparo emocional e capacidade financeira para lidar com chamadas de margem. Antes de entrar nesse mercado, é essencial investir em educação financeira, simulações e, se possível, começar com minicontratos.
Os contratos futuros são um dos pilares do mercado de derivativos, permitindo tanto proteção (hedge) quanto especulação. Na B3, é possível negociar contratos de commodities, moedas, índices e até criptomoedas, com regras claras e ajustes diários.
Apesar das vantagens como liquidez e alavancagem, os riscos também são elevados. Por isso, estudo, preparo e disciplina são indispensáveis para quem deseja usar essa ferramenta de forma estratégica nos investimentos.
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