Vazamento de dados do STF: PF faz busca e apreensão em pleno Carnaval

Investigações apuram se informações da Receita Federal de ministros da Corte foram acessadas sem consentimento.

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Publicado em 17/02/2026 às 10:26h - Atualizado Agora Publicado em 17/02/2026 às 10:26h Atualizado Agora por Lucas Simões
Tanto ministros do STF quanto seus familiares teriam tido dados pessoais expostos (Imagem: Shutterstock)
Tanto ministros do STF quanto seus familiares teriam tido dados pessoais expostos (Imagem: Shutterstock)
Em plena terça-feira (17) de Carnaval, a Polícia Federal (PF) foi às ruas realizar quatro mandados de busca e apreensão em resposta às investigações que apuram se dados confidenciais da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares foram expostos.
“Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país”, informou a PF na nota, sem dar mais detalhes.
Vale citar que, em reportagem revelada pelo jornal O Estado de São Paulo, documentos apontavam que um fundo de investimentos foi utilizado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para adquirir parte da participação do ministro do STF, Dias Toffoli, em um resort no Paraná, movimentando R$ 35 milhões.
No caso, os aportes teriam sido realizados por Fabiano Zettel, pastor da Igreja Lagoinha e cunhado de Vorcaro. As datas das movimentações coincidem com o período de estruturação da sociedade entre o fundo e a empresa do ministro. 
O jornal também menciona mensagens obtidas pela Polícia Federal nas quais Vorcaro teria solicitado a Zettel que realizasse aplicações milionárias no empreendimento, além de relatar cobranças relacionadas aos repasses.
Por sua vez, a atual operação da PF durante o feriadão prolongado teve determinação da própria Suprema Corte, com mandatos a serem cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além do aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). 
No último domingo (15), o próprio ministro Alexandre de Moraes teria solicitado um rastreamento interno à Receita Federal para verificar se houve eventual quebra de sigilo fiscal envolvendo autoridades do STF e cerca de 100 familiares.