Vale (VALE3): Balanço decepciona no papel, mas não muda tese do mercado
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A Vale (VALE3) vai elevar novamente as provisões relacionadas ao rompimento da barragem de Mariana (MG), depois de mais uma decisão judicial desfavorável sobre o incidente.
💵 Por isso, um impacto de aproximadamente US$ 500 milhões deve ser contabilizado no próximo balanço da companhia. Isto é, cerca de R$ 2,6 bilhões na cotação atual.
Dessa forma, as provisões relacionadas ao rompimento da barragem podem chegar perto de US$ 3 bilhões. Afinal, o saldo provisionado no terceiro trimestre já era de US$ 2,401 bilhões (mais de R$ 12,7 bilhões no momento).
A barragem de Fundão era de propriedade da Samarco, uma joint venture formada pela Vale e pela BHP.
As mineradoras têm, então, um acordo para compartilhar as responsabilidades relacionadas ao rompimento da barragem, que deixou 19 mortos em 2015 e ainda é alvo de ações judiciais na Inglaterra e na Holanda.
⚖️ Nesta semana, a Alta Corte da Inglaterra considerou que o rompimento é de responsabilidade da BHP. Por isso, a Vale decidiu elevar as provisões relacionadas ao caso. O impacto estimado da medida foi informado ao mercado nesta sexta-feira (14).
Contudo, a avaliação dos danos e o valor de eventuais indenizações ainda serão definidos pela justiça britânica, em um segundo julgamento, que só deve começar em outubro de 2026.
Além disso, a BHP promete recorrer da decisão. A empresa diz que já tem empreendido medidas de remediação e compensação dos danos gerados pelo rompimento. E lembra que, junto com a Vale e a Samarco, firmou um acordo de reparação de danos com o governo brasileiro no ano passado.
"A BHP acredita que a ação coletiva no Reino Unido duplica medidas de reparação e compensação que já ocorreram no Brasil ou que estão disponíveis ao abrigo do Acordo Brasil-Brasil", declarou.
Segundo a empresa, mais de 610 mil pessoas já foram indenizadas no Brasil, incluindo cerca de 240 mil requerentes da ação coletiva do Reino Unido, o que deve reduzir o impacto da nova decisão judicial.
🗣️ Em fato relevante, a Vale também mostrou-se confiante de que o acordo firmado com o governo brasileiro "oferece os mecanismos mais rápidos e eficazes para compensar os impactados".
A companhia disse ainda que os desembolsos do acordo permanecem alinhados ao plano apresentado no balanço do terceiro trimestre.
O acordo soma R$ 170 bilhões, sendo que R$ 38 bilhões já foram desembolsados pelas empresas, R$ 32 bilhões serão destinados ao pagamento de indenizações e de ações reparatórias previstas para os próximos três anos e os outros R$ 100 bilhões serão transferidos para o governo federal em um prazo de 20 anos.
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Segundo a companhia, o resultado foi pressionado por despesas de Brumadinho, ajustes em contratos de streaming e efeitos fiscais.
Decisão é um reflexo do vazamento de 262 mil m³ de água com sedimentos da Mina de Fábrica.
Ministério Público e Governo Estadual protocolo com ação civil por sedimentos atingiram casas, terrenos e curso d’água.
A fusão criaria a maior mineradora do mundo, mas travou por divergências sobre o valuation.
Em ação cautelar, o MPF elevou para R$ 1,2 bilhão o pedido de bloqueio de recursos da Vale.
Ações da mineradora saltam +5% com recomendação de compra do Itaú BBA, contrariando queda da commodity.
O banco manteve a recomendação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo das ADRs de US$ 14 para US$ 19 ao fim de 2026.
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