Trump pede 50% mais de orçamento militar, que pode chegar a R$ 8,2 trilhões

Novo valor pode superar o PIB de países como Argentina, Suíça e até Indonésia.

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Publicado em 08/01/2026 às 11:46h - Atualizado 16 horas atrás Publicado em 08/01/2026 às 11:46h Atualizado 16 horas atrás por Wesley Santana
Orçamento deve passar por votação do Congresso dos EUA (Imagem: Shutterstock)
Orçamento deve passar por votação do Congresso dos EUA (Imagem: Shutterstock)

Nesta quinta-feira (8), o presidente Donald Trump informou que vai pedir um aumento significativo no orçamento de Defesa dos Estados Unidos para 2027. Segundo ele, o salto será de R$ 901 bilhões aprovados para 2026 para R$ 1,5 trilhão no próximo ano.

Um aumento de gasto nesta proporção deve passar por aval do Congresso dos EUA, mas não deve ser difícil. Isso porque o partido governista tem maioria nas duas Casas, o que facilita a aprovação de medidas propostas por Trump.

"Determinei que, para o bem do nosso país, especialmente nestes tempos tão problemáticos e perigosos, nosso orçamento militar para o ano de 2027 não deveria ser de 1 trilhão de dólares, mas de 1,5 trilhão de dólares. Isto nos permitirá construir o 'Exército dos Sonhos' ao qual temos direito há muito tempo e, mais importante, nos manterá SEGUROS e PROTEGIDOS, independentemente do inimigo", afirmou.

Leia mais: Adeus, dividendos nos EUA? Entenda por que Trump quer impedir empresas de defesa

Em termos de proporcionalidade, o pedido de Trump pode fazer com que o orçamento militar dos EUA supere o PIB (Produto Interno Bruto) de países importantes. Essa lista inclui nações como Argentina (US$ 630 bilhões), Arábia Saudita (US$ 1 trilhão) e até a Indonésia (US$ 1,4 trilhão).  

A informação chega apenas alguns dias depois que o Exército dos EUA atacou a Venezuela e capturou o presidente Nicolás Maduro. Também na sequência de Trump ter afirmado que as empresas de defesa estão produzindo armas de forma lenta.

Segundo Trump, o orçamento será pago com o dinheiro arrecadado pelo governo com a imposição de tarifas comerciais. No ano passado, as importações de quase todos os países passaram a ser taxadas com uma tarifa de, no mínimo, 10%.

Empresas do setor disparam

Com o anúncio de Trump, os investidores logo começaram a fazer suas apostas na bolsa de valores. Desta forma, as ações de empresas ligadas à defesa dispararam ao redor do mundo.

Nos EUA, a Lockheed Martin (LMTB34) acelerou mais de 7% nos primeiros minutos do pregão, superando US$ 530 de cotação. O mesmo movimento era visto com a Northrop Grumman (NOCG34) e outras companhias do país.

Na Europa, o índice STOXX Aeroespacial e Defesa atingiu seu recorde histórico, superando a casa de 3 mil pontos. Empresas como a britânica BAE Systems, que fornece armamento para exércitos, veem seus papéis crescendo mais de 5% no dia na Bolsa de Londres.

A notícia repercute também no Brasil, com a Embraer (EMBJ3) renovando suas máximas anuais, conforme dados da B3. Por volta das 11h, a fabricante de aeronaves – que tem uma divisão militar – avançava quase 3% na bolsa, ensaiando chegar aos R$ 100 por papel.

EMBJ3

EMBRAER
Cotação

R$ 94,84

Variação (12M)

66,25 % Logo EMBRAER

Margem Líquida

4,29 %

DY

0.31%

P/L

39,69

P/VP

3,68