Senado aprova PEC que criminaliza porte de drogas, em resposta a decisões do STF
A Suprema Corte analisava um caso com entendimento contrário à decisão dos senadores.

🚬 O Senado aprovou, nesta terça-feira (16), uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que criminaliza o porte de qualquer quantidade de drogas, representando uma resposta à posição do STF (Supremo Tribunal Federal), que analisava um caso com entendimento contrário à decisão dos senadores.
A PEC adiciona à Constituição um artigo que considera a posse e o porte de drogas, em qualquer quantidade, atos ilícitos e criminais. Uma emenda proposta por Rogério Marinho (PL-RN) delega aos policiais a tarefa de distinguir entre usuários e traficantes. O texto foi votado em dois turnos no mesmo dia, com placares de 53 votos a favor e 9 contra no primeiro turno, e 52 a 9 no segundo turno. Precisando de 49 votos para ser aprovado, o texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A PEC permite que usuários recebam penas alternativas à prisão, como tratamento para dependência química. A proposta foi apresentada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O Senado impôs uma derrota ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que orientou voto contrário à proposta, mas ficou isolado. Formalmente, o governo liberou a bancada. Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo, argumentou que a questão era praticamente consenso e votou individualmente contra.
O PDT e o PSB, ambos aliados do governo, votaram a favor da PEC. As demais siglas que apoiaram a proposta foram PSD, PL, União, PP, Republicanos, além de partidos de oposição e minoria. O MDB e a maioria liberaram a bancada.
Petistas argumentam que as mudanças levarão à superlotação nas prisões. "Delegar a um agente público a distinção entre traficante e dependente criará um sistema que pode levar muitos inocentes à prisão desnecessariamente", afirmou Rogério Carvalho (PT-SE).
Na legislação atual, o artigo 28 da Lei de Drogas estipula que o usuário de drogas deve ser advertido, prestar serviços comunitários ou participar de programas educativos. É essa regulamentação que o STF está julgando, considerando a descriminalização do uso de maconha. O julgamento está em 5 a 3 a favor da descriminalização, com divergências entre os ministros sobre a dosimetria.
Ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes sugerem uma quantidade limite de 60 gramas para distinguir usuários de traficantes. O tráfico de drogas pode acarretar penas de 5 a 15 anos de prisão, além de multa.
O grupo de oposição lidera a resistência ao STF, como ocorreu no caso do marco temporal para demarcação de terras indígenas. Os opositores argumentam que a maconha é uma "porta de entrada" para drogas mais pesadas.
"É crucial fortalecer a legislação diante dos impasses gerados por recentes interpretações judiciais", afirmou Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado. Ele defende que as decisões sobre descriminalização e limites devem ser tomadas pelo Poder Legislativo.
"É um momento em que esta Casa se posiciona contra a interferência do STF em suas atribuições", disse Magno Malta (PL-ES).
O Monitor de Políticas de Drogas nas Américas, do Instituto Igarapé, indica que quatro países nas Américas regulamentam o uso recreativo da maconha: Canadá, Dominica, Uruguai e Estados Unidos, onde mais de 20 estados legalizaram o consumo em quantidades variadas conforme as normas locais. No Uruguai, a compra de até 40 gramas mensais de maconha em farmácias especializadas foi legalizada em 2013.
Na Europa, Portugal é frequentemente mencionado como exemplo de regulamentação bem-sucedida. A Alemanha, em 1º de dezembro, iniciou um processo de descriminalização parcial da droga.

Barsi da Faria Lima faz o alerta: Selic em 2025 subirá a 'patamares esquecidos'
Fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, já acumula valorização superior a 26.000% desde 1997 e revela estratégia de investimentos para este ano

Renda fixa isenta de IR está entre as captações favoritas das empresas em 2024
Emissão de debêntures e mercado secundário de renda fixa batem recordes entre janeiro e setembro, diz Anbima

3 REITs de data center que podem subir com o plano de Trump, segundo Wall Street
Presidente eleito dos Estados Unidos anuncia US$ 20 bilhões em investimentos para construir novos data centers no país

Quais tipos de renda fixa ganham e perdem com a eleição de Trump?
Renda fixa em dólar pode ganhar mais fôlego com juros futuros em alta. Aqui no Brasil, a preferência é por títulos pós-fixados

Tesouro Direto sobe mais de 1% em apenas 1 dia com agito das eleições nos EUA
Juros compostos caem e preços dos títulos saltam na marcação a mercado aqui no Brasil, com ligeira vantagem de Kamala Harris contra Donald Trump

Poupança renderá mais com Selic a 10,75%? Cuidado com o mico
Rentabilidade da caderneta de poupança pode ficar travada pelos próximos cinco anos

Como investir na renda fixa em 2025 após tarifas de Trump ao Brasil?
Presidente dos EUA impõe alíquota de 10% para produtos brasileiros importados por americanos e analistas comentam possíveis impactos nos investimentos

Brasil recorre à renda fixa em dólar em 2025; veja anúncio do Tesouro Nacional
Meta do governo é ter entre 3% e 7% da sua dívida em títulos de renda fixa em dólar