Oncoclínicas (ONC3): Josephina III e Centaurus reduzem participações, veja
As entidades ressaltaram que não pretendem alterar o controle ou a administração da Oncoclínicas.
A Oncoclínicas (ONCO3) estaria avaliando converter parte de sua dívida circulante em ações, conforme apurou a reportagem do Valor. Essa seria uma saída buscada pela companhia para diminuir sua alavancagem financeira que hoje está em 4,4 vezes.
A empresa deve convocar uma assembleia extraordinária nos próximos dias para definir qual seria o melhor caminho. Também existe a possibilidade de emitir cerca de 500 milhões de novas ações, que somado ao número atual de ativos, pode chegar a um total de 1,3 bilhão de papéis no mercado.
A diretoria da companhia quer fazer uma oferta de ações no valor de R$ 1,5 bilhão e oferecer bônus de subscrição aos investidores, na proporção de um papel para cada ação. Neste caso, a oferta chegaria ao total de R$ 3 bilhões, caso todos os bônus fossem distribuídos.
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Já a outra opção é converter as debêntures do mercado em ações, no mesmo expediente que fez outras companhias, como a Azul. No entanto, pode encontrar dificuldades dado o atual valor dos papeis. "Só converteria se o preço do papel para conversão tivesse um desconto, caindo para R$ 2 a R$ 3", calculou um credor, à pedido da reportagem.
A dívida atual da companhia é de R$ 4,7 bilhões, conforme destacou no último balanço trimestral divulgado. O valor vai aumentando com bastante velocidade dado o atual cenário de juros básico, com a Selic na casa de 15% ao ano.
No pregão desta terça-feira (19), a empresa fechou com um recuo de 2,1%, abaixo de R$ 5. Durante todo o dia as ações performaram no patamar abaixo de R$ 4,50, mas, no fim do dia, com a notícia da conversão, reagiram.
No começo deste ano, a mesma empresa esteve no radar dos investidores, depois da notícia de uma eventual fusão com a Dasa. Informações de bastidores deram conta de que as companhias estavam negociando combinar os negócios de oncologia para criar uma gigante do setor.
O M&A se daria por meio da transferência de ações entre acionistas das duas companhias. No entanto, poucos dias depois, a marca negou a informação, o que acalmou os ânimos do mercado.
Desde janeiro, os papéis da Oncoclínicas acumulam uma valorização de 110%, segundo dados da B3. O atual valor de mercado ensaia para chegar a faixa de R$ 3 bilhões, o que pode acontecer no próximo pregão.
As entidades ressaltaram que não pretendem alterar o controle ou a administração da Oncoclínicas.
Após revelar exposição de R$ 430 milhões ao Banco Master, empresa enfrenta pressão por mudanças na gestão.
A operação envolveu a emissão de 471.514.866 novas ações ordinárias ao preço de R$ 3,00 cada.
Oncoclínicas, Emae, Cedae e fundos de pensão estão entre os credores após a liquidação do banco.
Após a operação, o capital social da companhia foi atualizado de R$ 3,147 bilhões.
Os papéis da companhia recuavam cerca de 3,38% na tarde desta terça-feira (18).
O resultado ajustado também ficou negativo, em R$ 97,9 milhões.
O valor foi alcançado antes da conclusão do período de sobras.
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