O que a aposta do Itaú (ITUB4) em stablecoins e o IPO da Circle adiado têm em comum?

Bancão brasileiro estuda entrar no mercado de criptomoedas lastreadas em dólar, enquanto a empresa emissora da stablecoin USDC rodopia com tarifaço de Trump

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Publicado em 04/04/2025 às 20:42h - Atualizado Agora Publicado em 04/04/2025 às 20:42h Atualizado Agora por Lucas Simões
André Franco, especialista em criptoativos, comenta como ITUB4 pode concretizar sua própria stablecoin (Imagem: Shutterstock)
André Franco, especialista em criptoativos, comenta como ITUB4 pode concretizar sua própria stablecoin (Imagem: Shutterstock)

🔏 Nesta semana, repercutiu no mercado a ideia do Itaú Unibanco (ITUB4) em lançar a sua própria stablecoin, ou seja, uma criptomoeda lastreada em uma moeda do mundo real, como, por exemplo, o dólar americano.

Guto Antunes, chefe de ativos digitais do Banco, destacou em um evento São Paulo o potencial das stablecoins em sistemas de liquidação baseados em rede blockchain, mas expressou preocupação com possíveis distribuições de autocustódia, cenário em que os clientes seriam responsáveis por manter a própria segurança de seu patrimônio em moeda virtual.

Na análise do especialista em criptoativos André Franco, CEO da Boost Research, o interesse de um grande banco privado brasileiro no mercado de criptomoedas lastreadas em moedas do mundo real mostra o quanto a tecnologia é ótima e no quanto a regulação tem que correr atrás para resolver certas questões.

"O principal é que a regulamentação aqui no Brasil não crie empecilhos que impeçam esse mercado se desenvolver. O próprio ex-diretor do Banco Central, Roberto de Campos Neto, já destacou o quanto o blockchain era muito mais eficiente do que as estruturas centralizadas que a gente tem hoje", comenta o empresário ao Investidor10.

Franco menciona também que o avanço das stablecoins nos Estados Unidos facilita muito o caminho que venha a ser percorrido por ITUB4 aqui no Brasil, porque já se tem outros países emitindo a moeda virtual, dado que o seu lastro em dólar continua sendo no regulatório americano e naturalmente cria laços com os títulos públicos do governo dos EUA.

➡️ Leia mais: Blockchain: O que é e como funciona essa tecnologia?

IPO da Circle, a emissora da stablecoin USDC é adiado?

Em um contexto que se apresenta bastante favorável para as stablecoins, inclusive com o especialista André Franco enxergando com bons olhos o aumento de concorrência das empresas emissoras, quem estava prestes a listar suas ações na Nasdaq, a bolsa de valores de tecnologia americana, era a Circle, responsável pela criptomoeda lastreada em dólar USDC.

Embora a companhia americana ainda não tenha se pronunciado oficialmente, fontes com conhecimento do assunto afirmaram à mídia especializada de criptoativos que a Circle teria pausado o seu processo de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), devido às turbulências nos mercados globais diante da escalada da guerra comercial desencadeada pelo presidente dos EUA Donald Trump.

😨 Caso a informação seja confirmada, a companhia pró-cripto Circle só engrossaria o caldo de outras empresas que já tiveram que barrar os seus procedimentos de IPO, como os episódios recentes vividos pela fintech Klarna e a empresa de venda de ingressos StubHub.

Nesta sexta-feira (6), o índice Nasdaq-100 (que reúne as maiores empresas de tecnologia listadas nos EUA) entrou em território de bear maket, ou seja, a média das ações que compõem o índice negocia com desconto superior a −20% desde a sua máxima anterior.

O USD Coin surgiu em 2018 com a proposta de ser uma stablecoin (um criptoativo que possui um lastro real baseado em uma moeda estável, no caso o próprio dólar). O criptoativo vêm de um consórcio, uma parceria entre duas grandes empresas de blockchain norte-americanas, são elas a Circle e a Coinbase. As duas formaram para o lançamento do ativo um consórcio de nome CENTRE.

USDC

USD Coin
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