Novo estudo traz 6 sugestões de melhoria para regulação de criptos no Brasil
Documento foi criado em força-tarefa de órgãos que atuam na área de criptografia

Um novo estudo, divulgado nesta quarta-feira (8), pelo LAPIN (Laboratório de Políticas Públicas e Internet) propõe melhores práticas para a regulação de criptomoedas no Brasil.
O documento oferece diretrizes para o crescimento do setor ao mesmo tempo em que protege os investidores, segundo os organizadores. A produção do white paper contou com a colaboração da corretora Ripio.
Além de trazer um panorama de como está a regulamentação dos ativos digitais pelo mundo, o texto dá luz para projetos que deram certo em outros países e que podem ser reproduzidos no Brasil. No entanto, destaca que o país tem uma das melhores legislações para o tema em âmbito de América Latina.
➡️ Leia também: Corretora brasileira “emprestava” Bitcoins de clientes sem autorização, mostram e-mails
“Com o Marco Legal das Criptomoedas, o Brasil passou a integrar um grupo seleto de países que possuem ou legislação específica ou estão em debate para regular o tema das criptomoedas. Entretanto, é preciso observar que o processo regulatório no Brasil ainda está em andamento, sendo esperado que o BCB ainda defina as regras específicas, em um processo que deve ser concluído em 2024”, diz o documento.
Os especialistas que compõe o estudo trazem seis recomendações que podem contribuir para a melhor regulamentação do segmento no Brasil:
- A implementação de normas rigorosas de Conheça Seu Cliente (políticas de compliance) e anti-lavagem de dinheiro;
- Estabelecimento de mecanismos que assegurem a transparência das operações e a comunicação adequada128 dos riscos inerentes aos ativos digitais;
- Criação de um quadro legal específico para lidar com fraudes, golpes e possíveis falências de plataformas de negociação;
- Priorizar a criação de normas que garantam a informação adequada e estabeleçam programas de educação aos consumidores;
- Abordagem regulatória que permita experimentações controladas, os conhecidos sandboxes regulatórios;
- Cooperação internacional, para assegurar que as práticas regulatórias nacionais estejam alinhadas com as melhores práticas globais.
“O caminho a ser adotado, na implementação das atuais legislações e para a formulação das futuras normas, deve seguir uma abordagem regulatória fundamentada em: princípios de transparência, proteção ao consumidor e educação e incentivo à inovação”, alertam os especialistas. “Dessa forma, o Brasil pode estabelecer um cenário propício ao crescimento sustentável do mercado de ativos digitais”, completam.

FIIs ressuscitam ganhos, enquanto Bitcoin (BTC) é abatido em fevereiro; veja ranking
Saiba quais classes de investimentos são destaques positivos no mês e quais deram dor de cabeça aos investidores

Não foi o Bitcoin (BTC)? Saiba qual classe de investimento mais subiu em janeiro
Maior criptomoeda do mundo se valorizou quase +2% no mês que se encerra, mas soma ganhos de +184% nos últimos 12 meses

Barsi da Faria Lima faz o alerta: Selic em 2025 subirá a 'patamares esquecidos'
Fundo Verde, liderado por Luis Stuhlberger, já acumula valorização superior a 26.000% desde 1997 e revela estratégia de investimentos para este ano

Investimentos em 2025: Ouro e Ibovespa sobem quase 30%; Bitcoin e ações americanas afundam 35%
Renda variável brasileira ressurge das cinzas no primeiro trimestre do ano, enquanto ativos internacionais e criptomoedas entram em liquidação.

Quais investimentos renderam mais em 2024? Veja lista com ganhos de quase 200%
Bitcoin (BTC), o chamado ouro digital, é a classe de investimentos que mais trouxe alegrias no ano, conforme levantamento de Einar Rivero, da Elos Ayta

Qual é o melhor investimento em outubro e em 2024? Veja lista
Einar Rivero, sócio da Elos Ayta Consultoria, revela quais investimentos acumulam o desempenho mais positivo e aqueles que estão no negativo

Ibovespa e dólar voltam a cair com falas de Lula e Haddad no radar
O Ifix, principal índice de fundos imobiliários, subia 0,16%.

Bitcoin (BTC) na mira em 2025: GameStop (GME) cogita investir em criptomoedas
Ações da varejista de videogames chegam a saltar +25% no pregão estendido em Wall Street e parece que o modus operante da MicroStrategy pegou