Na França, Macron dissolve Parlamento e convoca novas eleições

Pleito deve acontecer em dois turnos, em junho e julho

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Publicado em 09/06/2024 às 18:42h - Atualizado 1 mês atrás Publicado em 09/06/2024 às 18:42h Atualizado 1 mês atrás por Wesley Santana
Emmanuel Macron é o atual presidente da França. Foto: Shutterstock
Emmanuel Macron é o atual presidente da França. Foto: Shutterstock

🗳️ O presidente Emmanuel Macron dissolveu, neste domingo (9), o Parlamento da França. O político também convocou novas eleições, que devem acontecer ainda neste mês, conforme comunicado feito por cadeia de televisão.

"Daqui a pouco assinarei o decreto convocando as eleições legislativas, cujo primeiro turno ocorrerá em 30 de junho e o segundo turno em 7 de julho", disse Macron em uma mensagem televisionada apenas uma hora após o fechamento das seções eleitorais.

A decisão vem depois que seu partido sofreu uma derrota nas eleições para o Parlamento Europeu, dando lugar ao partido de extrema direita liderada pela opositora Marine Le Pen. Macron classificou a vitória como “um perigo para a Europa” e que o resultado “não é bom para o seu governo”.

“Decidi devolver-vos a escolha do nosso futuro parlamentar através da votação. Estou, portanto, dissolvendo a Assembleia Nacional”, declarou o chefe do Executivo no comunicado.

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Parlamento Europeu

As eleições do Parlamento Europeu acontecem individualmente em cada um dos 27 países que compõe o bloco. Cada nação tem direito a um número de cadeiras, totalizando 720 eurodeputados eleitos a cada cinco anos para representar 450 milhões de pessoas.
O país com o maior número de deputados é a Alemanha, que tem direito a eleger 96 cadeiras. A França é o segundo, tendo direito a 79 lugares, apenas três a mais que a Itália, na terceira posição.
As projeções dizem que o partido União Nacional, de Le Pen, conquistou um terço do número disponível para a França, elegendo cerca de 31 deputados. Já o partido de Macron, o Renacença, teria conquistado apenas a metade disso.
A agência RFI relata que o avanço do bloco de extrema direita aconteceu também em outros países, partidos que obtiveram votos recordes nas eleições do Parlamento Europeu. Por outro lado, os progressistas devem perder espaço, de acordo com pesquisas de opinião.