Na Argentina, dólar paralelo dispara em uma semana
Disparidade entre cotação oficial e blue é de 42%, segundo monitores

A medida em que a cotação do dólar oficial sobe na Argentina, a conversão paralela se descola e aproxima do maior patamar no ano.
📈 Nesta quinta-feira (23), enquanto 1 dólar era negociado oficialmente por 890 pesos, o chamado “blue”, chegou ao equivalente a 1.275 pelas ruas do país. Esse número representa uma disparidade de 42% entre as duas cotações.
No acumulado dos últimos dez dias, o dólar blue acumula mais de 200 pesos de subida alcançando seu maior valor desde janeiro.
Um movimento parecido acontece na conversão do real para o peso argentino, em que a cotação oficial está perto de 173 pesos, mas a paralela chega a 240. Em aplicativos de conversão, é possível encontrar cotações ainda maiores que a média do mercado físico.
A subida da cotação paralela acontece depois que o banco central argentino resolveu cortar a taxa básica de juros em 10% para 40% ao ano. O jornal La Nacion destaca que a decisão reflete em um menor volume de negociação da moeda estadunidense no mercado interno, o que impacta a oferta do dólar.
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"Taxas mais baixas estão começando a corroer a forte desmonetização. Ou seja, começamos a ver concorrência nas taxas em pesos versus dólares", explica Fernando Camusso, diretor da Rafaela Capital, referindo-se às consequências da decisão do banco central.
A Argentina tem um longo histórico com cotações paralelas, sendo que essas já chegaram a representar um descolamento de até 100% em relação à cotação oficial. No ano passado, quando Javier Milei assumiu a presidência, uma de suas primeiras decisões foi deixar as duas taxas no mesmo patamar.
Mesmo assim, o dólar vendido nas ruas continuou mais atrativo que os encontrados em bancos e casas de câmbio.
Estima-se que haja mais de 10 cotações de dólar na Argentina, cada uma usada para um tipo de operação. Além da oficial e blue, há o dólar MEP (cartões), Coldplay (para shows), Cripto (criptomoedas), soja (para agronegócio), entre outros.

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