Milei é escolhido “Economista do Ano” pela Ordem dos Economistas do Brasil

O Corecon-SP contestou o prêmio na última quarta-feira (26).

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Publicado em 27/02/2025 às 09:00h - Atualizado Agora Publicado em 27/02/2025 às 09:00h Atualizado Agora por Elanny Vlaxio
A OEB é atualmente presidida por Manuel Enriquez García (Reprodução/@Oficina del Presidente)
A OEB é atualmente presidida por Manuel Enriquez García (Reprodução/@Oficina del Presidente)

Javier Milei, presidente da Argentina, recebeu o prêmio de Economista do Ano concedido pela OEB (Ordem dos Economistas do Brasil). A entrega da premiação foi anunciada em um encontro realizado em Buenos Aires na última terça-feira (25), no qual representantes da entidade brasileira se reuniram com o presidente para oficializar a escolha.

🏆 A OEB destacou que a escolha de Milei se deve à sua atuação nas políticas monetária e regulatória, as quais, segundo a entidade, estão conduzindo a Argentina a alcançar uma estabilização econômica em um cenário desafiador.

"Não poderia ter sido mais acertada", diz a Ordem sobre a escola. E acrescentou: “Sua visão estratégica e seu compromisso com a estabilidade econômica têm sido fundamentais para guiar o país em momentos de incerteza e volatilidade dos mercados”, afirmou o documento.

Conselho contesta prêmio

Na última quinta-feira (26), no entanto, o Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo) contestou o prêmio de "Economista do Ano" para o presidente da Argentina. O conselho disse que o prêmio concedido a Milei não foi entregue pela entidade que representa os economistas brasileiros.

🙅 A Ordem dos Economistas é uma organização civil com poucos associados, e suas contribuições atingem apenas um público restrito. A nota ressaltou ainda que as únicas entidades com representação legal dos economistas brasileiros são o Cofecon (Conselho Federal de Economia), e o Sindecon (Sindicato dos Economistas). Em São Paulo, essa representação é feita pelo Corecon-SP.

Economia argentina recuou 1,8% em 2024

Em 2024, o primeiro ano do governo de Javier Milei, a economia argentina recuou 1,8%, um desempenho melhor do que o previsto pelo Banco Mundial, que apontava uma queda de 3,5%. Os dados foram divulgados na última terça-feira (25) pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas).

📊 O relatório mensal de atividade econômica indica que, em dezembro de 2024, houve um crescimento de 5,5% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com um aumento de 0,5% em relação ao mês de novembro.

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Já a inflação mensal da Argentina foi de 2,2% em janeiro de 2025, sendo uma queda de 0,5% ponto percentual em relação a dezembro de 2024, com 2,7%, os dados também são do Indec. Em janeiro, os setores de restaurantes e hotéis (5,3%) e habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (4,0%) foram os que mais variaram mensalmente.

Educação (0,5%) e vestuários e calçados (-0,7%) sofreram as menores variações. A taxa acumulada em 12 meses diminuiu para 84,5%, atingindo o menor nível desde setembro de 2022. A redução foi de 33,3 pontos percentuais em comparação com os 117,8% registrados em dezembro.