Metade das famílias com renda acima de R$ 2,5 mil quer comprar imóvel em 2026

Entre os que pretendem comprar, 35% desejam concluir a aquisição em até um ano, sendo 8% em até seis meses e 27% no prazo de até 12 meses.

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Publicado em 23/02/2026 às 17:59h - Atualizado 9 horas atrás Publicado em 23/02/2026 às 17:59h Atualizado 9 horas atrás por Matheus Silva
Antes da pandemia, esse percentual era de 43% (Imagem: Shutterstock)
Antes da pandemia, esse percentual era de 43% (Imagem: Shutterstock)
🏠 A intenção de compra de imóveis no Brasil atingiu o maior patamar da série histórica entre famílias com renda acima de R$ 2,5 mil, segundo pesquisa apresentada pela Camara Brasileira da Industria da Construcao (CBIC). 
O levantamento mostra que 50% dos domicílios nessa faixa de renda declararam intenção de adquirir um imóvel.
Antes da pandemia, esse percentual era de 43%. Em 2022, chegou a cair para 31%, refletindo os efeitos do ciclo de juros elevados e da perda de renda real. Agora, o indicador não apenas se recupera como atinge um novo recorde.
A pesquisa foi aplicada em 35 cidades, com 1.250 entrevistados, e possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais.

Compra no radar de curto e médio prazo

O dado mais relevante é que a intenção não está concentrada apenas em planos distantes. Entre os que pretendem comprar, 35% desejam concluir a aquisição em até um ano, sendo 8% em até seis meses e 27% no prazo de até 12 meses.
Segundo Fábio Tadeu Araújo, diretor-sócio da Brain Inteligência Estratégica, responsável pelo estudo, isso indica um movimento mais concreto de planejamento. 
Considerando o universo total de domicílios, cerca de 18% já estariam efetivamente organizando a compra.
Outros 12% pretendem adquirir em até um ano e meio, 23% em até dois anos e 30% em prazo superior a dois anos, o que aponta para uma demanda distribuída ao longo do tempo.

Moradia principal domina a demanda

A pesquisa confirma que o motor do mercado é a necessidade de moradia. Entre os interessados:
  • 89% buscam imóvel residencial para morar;
  • 6% procuram imóvel de lazer;
  • 9% demonstram interesse em imóvel comercial.
Quase metade dos respondentes (48%) prefere apartamentos, reforçando o peso dos centros urbanos na dinâmica do setor.

Saída do aluguel e mudanças de vida impulsionam decisões

As principais motivações revelam que a compra está ligada a momentos de transição. Entre os entrevistados:
  • 32% querem sair do aluguel;
  • 13% desejam sair da casa dos pais;
  • 5% planejam mudar de localidade;
  • 3% compram por casamento;
  • 2% citam separação.
Esse grupo representa 55% dos interessados, indicando busca por estabilidade e autonomia residencial.

Upgrade também pesa

Além das transições, 29% afirmam que buscam um upgrade de padrão. Dentro desse grupo, 15% querem mais espaço, 9% procuram mais benefícios (como lazer e garagem) e 5% desejam um imóvel mais novo.
O dado mostra que o mercado não depende apenas de novos compradores, mas também de quem já possui imóvel e pretende melhorar suas condições.
A aquisição com foco exclusivamente em investimento aparece em menor escala. Cerca de 11% dos entrevistados pretendem comprar para investir, sendo 10% para locação e 1% para revenda.
Embora menor do que a demanda por moradia, o número reforça que o imóvel segue sendo visto como reserva de valor e fonte de renda recorrente.
📈 O recorde de intenção sugere que o mercado imobiliário pode atravessar um novo ciclo de expansão, especialmente se as condições de crédito permanecerem favoráveis e a renda das famílias seguir em recuperação.