Meta (M1TA34): Zuckerberg presta depoimento em júri decisivo para big techs

Júri popular dos EUA vai decidir se redes sociais causam vício em crianças e adolescentes.

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Publicado em 18/02/2026 às 16:06h - Atualizado Agora Publicado em 18/02/2026 às 16:06h Atualizado Agora por Marina Barbosa
Zuckerberg é CEO da Meta e fundador do Facebook (Imagem: Shutterstock)
Zuckerberg é CEO da Meta e fundador do Facebook (Imagem: Shutterstock)
Passar o tempo nas redes tornou-se um hábito de milhões de pessoas ao redor do mundo nos últimos anos. Mas, nos Estados Unidos, esta virou uma questão de Justiça, com direito a depoimento do CEO da Meta (M1TA34), Mark Zuckerberg.
📱 Tudo começou depois que uma jovem de 20 anos, identificada apenas pelas iniciais K.G.M., apresentou uma ação judicial alegando que as redes sociais foram desenhadas de uma forma que alimenta o vício em crianças e, assim, turbina os lucros das big techs.
A ação teve início com base na experiência da própria K.G.M.. Ela começou a usar redes sociais aos 6 anos de idade e diz que, depois disso, foi exposta a conteúdos e filtros que contribuíram com o desenvolvimento de um quadro depressivo e pensamentos suicidas.
O caso de K.G.M., contudo, não é o único. Ao menos outras 800 pessoas já apresentaram queixas sobre o assunto à Justiça dos Estados Unidos. Por isso, um júri popular inédito foi montado pelo Tribunal de Los Angeles para decidir se as redes sociais causam vício em crianças e adolescentes.

Zuckerberg presta depoimento

O julgamento começou em 9 de fevereiro e chegou a um ponto-chave nesta quarta-feira (18), com o depoimento do CEO da Meta e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg. 
Zuckerberg já chegou a pedir desculpas a pais de crianças e adolescentes que foram vítimas de exploração sexual nas redes sociais, durante uma audiência realizada pelo Congresso americano em 2024. 
Na ocasião, ele disse que a companhia estava investindo no reforço dos seus mecanismos de segurança. Agora, pode ter que prestar mais esclarecimentos sobre os algoritmos das suas redes sociais.
O executivo da Meta que responde pelo Instagram, Adam Mosseri, já prestou depoimento na semana passada e refutou a acusação de que a rede social causa dependência.
Ainda assim, há grande expectativa pelo depoimento de Zuckerberg e pelo desfecho do julgamento. Afinal, a Meta pode ter que pagar indenizações caso perca o caso.

Google também está envolvido

⚖️ O YouTube, do Google (GOGL34), também está envolvido no processo. TikTok e Snapchat também eram alvos da ação, mas fecharam acordos antes do julgamento.
Uma sentença desfavorável às empresas pode servir de precedente para outros processos semelhantes, inclusive com queixas relacionadas a outras big techs. 
Além disso, pode reforçar a regulação das redes sociais mundo afora. A Austrália, por exemplo, já proibiu menores de 16 anos de acessarem as redes sociais. Países como a Espanha avaliam seguir o mesmo caminho.
Por isso, o júri popular é visto como um momento crucial para as big techs, que já enfrentam um momento turbulento nas bolsas por causa da desconfiança do mercado em relação aos investimentos crescentes em IA (Inteligência Artificial).

M1TA34

Meta Platforms Inc.
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