Maduro comparecerá a tribunal em Nova York nesta segunda-feira (5)

A ação militar realizada no sábado (3) marcou o fim de 13 anos de governo de Maduro na Venezuela.

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Publicado em 05/01/2026 às 07:47h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 05/01/2026 às 07:47h Atualizado 1 dia atrás por Elanny Vlaxio
Maduro responde a acusações que incluem narcoterrorismo e importação de cocaína (Imagem: Shutterstock)
Maduro responde a acusações que incluem narcoterrorismo e importação de cocaína (Imagem: Shutterstock)
⚠️ O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, deve comparecer pela primeira vez a um tribunal federal em Nova York nesta segunda-feira (5). A audiência está prevista para as 12h no horário local (14h em Brasília) e acontece dois dias após a prisão do líder chavista em uma operação conduzida pelas forças dos Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump. 
Maduro responde a acusações que incluem narcoterrorismo, importação de cocaína para o território norte-americano e crimes ligados ao uso e tráfico de armas. A ação militar realizada no sábado (3) marcou o fim de 13 anos de governo de Maduro na Venezuela. 
Autoridades do governo dos EUA, como o secretário de Estado Marco Rubio e o próprio Trump, afirmaram que a operação integra a estratégia de combate ao tráfico de drogas na região. Já o vice-presidente JD Vance declarou que o país sul-americano também se beneficiaria de petróleo “roubado” dos Estados Unidos para financiar cartéis de drogas.
🚨 No domingo (4), as Forças Armadas venezuelanas reconheceram a vice-presidente Delcy Rodríguez como presidente interina após a detenção de Maduro. No mesmo dia, Rodríguez divulgou uma carta aberta ao presidente Trump, na qual pediu diálogo, o fim das hostilidades e a construção de uma agenda de cooperação entre os dois países.
Enquanto isso, o mercado financeiro reagiu aos desdobramentos políticos. Os títulos da dívida da Venezuela e da estatal petrolífera PDVSA avançaram nesta segunda-feira, chegando a subir até 8 centavos de dólar, cerca de 20%, nas primeiras negociações do pregão europeu, após a notícia da captura de  Maduro pelos Estados Unidos.