'Lulinha paz e amor' acabou: Lula dá o tom das Eleições 2026 em evento do PT

Partido dos Trabalhadores completa 46 anos e petista aproveita ocasião como palanque eleitoral.

Author
Publicado em 07/02/2026 às 17:00h - Atualizado Agora Publicado em 07/02/2026 às 17:00h Atualizado Agora por Lucas Simões
Para Lula, a disputa dos votos dos eleitores será 'uma guerra' (Imagem: YouTube/PT)
Para Lula, a disputa dos votos dos eleitores será 'uma guerra' (Imagem: YouTube/PT)
A versão 'Lulinha paz e amor' foi descartada para as Eleições 2026 pelo próprio presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua fala na celebração do aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores, evento realizado em Salvador, capital da Bahia.
"Não tem mais essa de 'Lulinha paz e amor', essa eleição vai ser uma guerra. Temos que estar preparados para essa guerra. O que está em jogo é se esse país será democrático ou país fascista, como eles [oposição] queriam construir", disse o petista à plateia de militantes.
Na avaliação de Lula, sua legenda política necessita firmar mais alianças nos Estados, na tentativa de construir mais chapas de governadores elegíveis. Afinal de contas, até o petista reconhece que o Partido dos Trabalhadores "não está com essa bola toda", inclusive sem nomes definidos para disputarem o governo em São Paulo e Minas Gerais. 
"As brigas internas acabaram com o PT. Se não levarmos em conta a necessidade de fazer reflexão da nossa trajetória... o partido é que tem que ser forte, não é o Lula", questionou o presidente da República, que também é um dos fundadores do partido. 

Lula dá recado para Trump

Lula também aproveitou a ocasião para endereçar críticas ao governo Trump, que, em sua avaliação, orquestra um "massacre de especulação" contra Cuba e, ao mesmo tempo, articula "tudo contra a China".
Inclusive, o petista demonstrou desconforto com a ambição geopolítica do presidente americano Donald Trump em reivindicar o território de Cuba e ampliar ainda mais sua zona de influência no Mar do Caribe, retirando de vez o governo comunista do poder. 
Historicamente, a esquerda brasileira demonstra apoio ao regime cubano, muito embora o país caribenho ostente um débito de aproximadamente US$ 700 milhões com o governo brasileiro em 2026 (cifra equivalente a R$ 3,65 bilhões). Já a China segue como principal parceiro comercial do Brasil, movimentando US$ 171 bilhões em 2025. 
"Agora toda reunião [do governo Trump] é para evitar que os países vendam minérios, terras raras, para a China. Tudo é contra a China. E eu quero dizer que sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China", disse Lula.