Na corda bamba: Berkshire (BERK34), de Warren Buffett, pode deixar clube do trilhão
Desvalorização em 2026 ocorre em meio à transição de gestão pós-Buffett.
No último sábado (2), a Berkshire Hathaway (BERK34) divulgou seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2025. A empresa reportou uma queda de 4% no lucro operacional, fechando o período com US$ 11,16 bilhões.
📉 A empresa de Warren Buffett registrou um ganho especial nos setores de ferrovia, energia e varejo, mas foi impactada pelo desempenho dos seguros e consumo, por exemplo. O caixa da companhia chegou a US$ 344,1 bilhões, um pouco abaixo do recorde registrado no primeiro trimestre deste ano.
No campo do consumo, as empresas Fruit of the Loom e Jazwares, juntas, viram uma redução de 5% nas receitas totais. Além do volume de exportação, as incertezas sobre as tarifas de importação impactaram o comércio.
Por isso, a nota divulgada pela Berkshire demonstra a preocupação em relação às taxas impostas pelo presidente Donald Trump e o impacto delas sobre a companhia. “É razoavelmente possível que haja consequências adversas na maioria, se não em todas, as nossas operações”, informou a empresa no relatório.
O documento ainda defendeu o livre comércio, dizendo que as tarifas de importação não podem ser usadas como armas. “O comércio equilibrado é bom para o mundo”, avaliou a carta enviada aos acionistas.
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Esse foi o primeiro balanço divulgado pela empresa depois que o magnata anunciou que vai deixar o comando da companhia, ainda em 2025. Os investidores ainda estão calculando o impacto disso, mas as ações revelam que o cenário é de cautela.
Embora haja uma valorização dos papéis desde o começo do ano, quando avaliados outros cenários, a situação muda. Nos últimos 30 dias, por exemplo, houve redução de 3,9% no valor de mercado da marca.
Nesta segunda-feira (4), como reação ao balanço, as ações caíram quase 2,5%, segundo dados da Bolsa de Nova Iorque, onde os papéis estão listados. Já no Brasil, os BDRs da companhia operam com baixa de 3,5%, para perto dos R$ 126, conforme dados da B3.
“O ritmo das mudanças nesses eventos, incluindo tensões decorrentes do desenvolvimento de políticas e tarifas de comércio internacional, acelerou nos primeiros seis meses de 2025”, continua a Berkshire em seu relatório de lucros. “Permanece uma incerteza considerável quanto ao resultado final desses eventos”, completa.
Desvalorização em 2026 ocorre em meio à transição de gestão pós-Buffett.
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