Berkshire (BERK34), de Buffett, compra fatia de US$ 1,8 bi na Tokio Marine
Greg Abel, novo CEO após Buffett, classificou os investimentos no Japão como comparáveis às principais posições da empresa nos EUA.
No último sábado (2), a Berkshire Hathaway (BERK34) divulgou seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2025. A empresa reportou uma queda de 4% no lucro operacional, fechando o período com US$ 11,16 bilhões.
📉 A empresa de Warren Buffett registrou um ganho especial nos setores de ferrovia, energia e varejo, mas foi impactada pelo desempenho dos seguros e consumo, por exemplo. O caixa da companhia chegou a US$ 344,1 bilhões, um pouco abaixo do recorde registrado no primeiro trimestre deste ano.
No campo do consumo, as empresas Fruit of the Loom e Jazwares, juntas, viram uma redução de 5% nas receitas totais. Além do volume de exportação, as incertezas sobre as tarifas de importação impactaram o comércio.
Por isso, a nota divulgada pela Berkshire demonstra a preocupação em relação às taxas impostas pelo presidente Donald Trump e o impacto delas sobre a companhia. “É razoavelmente possível que haja consequências adversas na maioria, se não em todas, as nossas operações”, informou a empresa no relatório.
O documento ainda defendeu o livre comércio, dizendo que as tarifas de importação não podem ser usadas como armas. “O comércio equilibrado é bom para o mundo”, avaliou a carta enviada aos acionistas.
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Esse foi o primeiro balanço divulgado pela empresa depois que o magnata anunciou que vai deixar o comando da companhia, ainda em 2025. Os investidores ainda estão calculando o impacto disso, mas as ações revelam que o cenário é de cautela.
Embora haja uma valorização dos papéis desde o começo do ano, quando avaliados outros cenários, a situação muda. Nos últimos 30 dias, por exemplo, houve redução de 3,9% no valor de mercado da marca.
Nesta segunda-feira (4), como reação ao balanço, as ações caíram quase 2,5%, segundo dados da Bolsa de Nova Iorque, onde os papéis estão listados. Já no Brasil, os BDRs da companhia operam com baixa de 3,5%, para perto dos R$ 126, conforme dados da B3.
“O ritmo das mudanças nesses eventos, incluindo tensões decorrentes do desenvolvimento de políticas e tarifas de comércio internacional, acelerou nos primeiros seis meses de 2025”, continua a Berkshire em seu relatório de lucros. “Permanece uma incerteza considerável quanto ao resultado final desses eventos”, completa.
Greg Abel, novo CEO após Buffett, classificou os investimentos no Japão como comparáveis às principais posições da empresa nos EUA.
Já o novo CEO da Berkshire decidiu investir todo o seu salário em ações da empresa.
Buffett deixou o cargo de presidente-executivo no início de 2026, aos 95 anos, mas permanece como chairman do conselho.
Segundo o balanço, a retração foi puxada pela piora do segmento de seguros, com lucro de subscrição 54% menor, a US$ 1,56 bilhão.
A posição envolve 5,1 milhões de ações, avaliadas em aproximadamente US$ 351,7 milhões no fim de dezembro.
Desvalorização em 2026 ocorre em meio à transição de gestão pós-Buffett.
Abel exercia a função de vice-presidente encarregado das operações fora do segmento de seguros.
Aos 95 anos, Warren Buffett cumpre o cronograma de sucessão anunciado em sua carta de despedida em novembro.
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