Irã e EUA retomam negociações; o que está em jogo?

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou enxergar possibilidade de um desfecho positivo.

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Publicado em 26/02/2026 às 08:34h - Atualizado 16 horas atrás Publicado em 26/02/2026 às 08:34h Atualizado 16 horas atrás por Elanny Vlaxio
As tratativas entre Irã e Estados Unidos ocorrem em meio a um cenário de tensões regionais (Imagem: Shutterstock)
As tratativas entre Irã e Estados Unidos ocorrem em meio a um cenário de tensões regionais (Imagem: Shutterstock)
O Irã enfrenta um momento decisivo nesta quinta-feira (26), quando participa de mais uma rodada de negociações nucleares com representantes dos Estados Unidos. Em uma reunião em fevereiro, a delegação iraniana declarou que houve progresso nas tratativas, enquanto a Casa Branca classificou o encontro como um “certo avanço”.
Para a rodada desta quinta, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou enxergar possibilidade de um desfecho positivo. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, disse que um acordo pode ser alcançado, desde que a diplomacia seja colocada em primeiro plano.
Nos Estados Unidos, o secretário de Estado Marco Rubio declarou na quarta-feira (25) esperar uma reunião produtiva. Ao mesmo tempo, advertiu que o governo iraniano enfrentará “um grande problema” caso se recuse a debater.

O que está em jogo?

As tratativas entre Irã e Estados Unidos ocorrem em meio a um cenário de tensões regionais, marcado por protestos em território iraniano e por preocupações com uma possível escalada militar. De um lado, o governo de Trump pressiona por restrições mais severas ao programa nuclear iraniano.
O presidente declarou nesta semana que Teerã deseja um acordo para evitar um ataque militar dos EUA ainda mais do que ele próprio. Para ele, o país não descartou a possibilidade de desenvolver armas nucleares.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que o país “em hipótese alguma desenvolverá uma arma nuclear”. Ao mesmo tempo, ressaltou que Teerã não abrirá mão do direito à tecnologia.

E o petróleo?

O petróleo voltou ao centro das atenções nesta semana ao se aproximar dos US$ 72 por barril, nível considerado sensível diante da possível escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã.
Na quarta-feira (25), a commodity encerrou o dia próxima da estabilidade. Já na manhã desta sexta-feira (26), pouco antes das 9h30, os contratos passaram a operar em queda: o WTI para março recuava 1,73%, negociado a US$ 64,28, enquanto o Brent, também com vencimento em março, caía 1,37%, cotado a US$ 69,88.
Além disso, no cenário doméstico americano, os estoques de petróleo avançaram quase 16 milhões de barris na semana passada, volume muito acima da projeção do mercado, que previa alta de 1,2 milhão de barris.