Inflação nos EUA avança em janeiro e fecha em 3% ao ano
Índice ficou acima da expectativa dos analistas que previam 2,9% em doze meses

A inflação dos Estados Unidos registrou um avanço significativo no primeiro mês do ano. O CPI (Índice de Preços do Consumidor) fechou o período com alta de 0,5%.
🛒 Com isso, a alta dos preços no acumulado dos últimos 12 meses alcançou o patamar de 3%. Os analistas projetavam que a inflação anual não passaria de 2,9%.
A meta do Banco Central é controlar a inflação ao ponto de trazê-la aos 2% anuais. Por isso, o Fed tem um longo trabalho pela frente para tentar controlar os preços por lá.
No geral, a inflação de janeiro costuma ser a maior dos doze meses, considerando os ajustes feitos pelas empresas no começo do ano. No entanto, o cálculo feito nos EUA ainda exclui gastos com comida e energia, que tiveram aumento também.
Segundo o governo, o item com a maior variação foi o de gastos com carros usados, que acelerou 2,2% no período. A gasolina também cresceu 1,8%, assim como o custo da moradia que fechou 0,4% mais cara.
Embora o dado seja preocupante, a inflação dos EUA tem se recuperado depois da pandemia. Em 2022, o índice chegou a apontar uma alta de 9,1% ao ano.
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Foi neste cenário que o Fed iniciou o ciclo de alta de juros que manteve a taxa em patamar elevado durante dois anos. Em setembro do ano passado, o órgão decidiu começar a fazer cortes, derrubando o juro básico para a faixa entre 4,75% e 5% ao ano.
Esses cortes sucessivos foram interrompidos na última reunião, quando a taxa ficou fixada entre 4,25% e 4,5%. Nesta semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, falou sobre o desempenho dos juros e adiantou que não há pressa em conduzir maiores reduções no índice.
“Não precisamos ter pressa para ajustar nossa postura de política monetária. Sabemos que reduzir a restrição da política monetária muito rápido ou de forma muito intensa pode prejudicar o progresso na inflação”, disse Powell.
Nesta quarta-feira (12), o presidente Donald Trump destacou que uma redução na taxa de juros andaria “de mãos dadas”com as tarifas que ele tem adotado para importações. “A taxa de juros deve ser reduzida, algo que andaria de mãos dadas com as tarifas a serem adotadas!!!”, publicou, por meio de sua rede social.

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