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O governo federal prevê um reajuste de 7% no salário mínimo de 2026, elevando o piso nacional para R$ 1.631. A informação consta no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual), enviado ao Congresso na noite desta sexta-feira (29).
Se confirmado o aumento, o novo salário mínimo seguirá a política de valorização do piso acima da inflação acumulada. A regra do governo Lula é somar a alta dos preços do ano corrente com a expansão do arcabouço fiscal que fica entre 0,6% e 2,5% ao ano.
O valor enviado ao Congresso ainda não é oficial, pois pode passar por mudanças nos próximos meses, dependendo do movimento dos preços. A previsão do mercado é que a inflação fique abaixo de 5% no acumulado do ano.
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O cálculo final será feito com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro, que será divulgado em dezembro pelo IBGE. O piso nacional reajustado começa a valer em janeiro de 2026.
A definição do salário mínimo é importante para o governo porque define não só o piso nacional, mas também as despesas para o próximo ano. É importante destacar que os benefícios do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) são também corrigidos, o que aumenta os desembolsos públicos.
A última projeção feita pelo governo federal era de que o salário mínimo seria de R$ 1.630 em 2026, conforme destacou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Em julho, ela destacou que esse seria o maior aumento real dos últimos 50 anos.
O aumento de R$ 1 na projeção impõe um acréscimo de R$ 420 milhões nas despesas públicas do próximo ano. No total, quase 60 milhões de brasileiros serão beneficiados com a elevação do piso nacional.
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