Fora do radar, Banco Pine (PINE4) vira queridinho e pode subir até 50% em 2026

As ações do banco acumulam valorização superior a 200%, desempenho que começa a atrair o olhar dos investidores.

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Publicado em 03/02/2026 às 16:47h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 03/02/2026 às 16:47h Atualizado 1 minuto atrás por Matheus Silva
Analistas avaliam que o papel ainda não esgotou seu potencial (Imagem: Divulgação/Instagram Pine)
Analistas avaliam que o papel ainda não esgotou seu potencial (Imagem: Divulgação/Instagram Pine)
🚀 Enquanto os grandes bancos chamaram atenção em 2026 com altas expressivas na Bolsa, um nome específico passou praticamente despercebido por boa parte do mercado — até agora.
As ações do Banco Pine (PINE4) acumulam valorização superior a 200%, desempenho muito acima do setor financeiro como um todo e que começa a atrair o olhar de investidores institucionais e casas de análise.
Mesmo após esse rali impressionante, analistas avaliam que o papel ainda não esgotou seu potencial. Não por acaso, quatro grandes instituições, BTG Pactual, Bradesco BBI, XP e Safra, iniciaram cobertura recentemente, todas com recomendação de compra.
A leitura predominante é de que o mercado ainda não precificou totalmente a virada operacional do banco, que passou por um profundo processo de ajuste estratégico nos últimos anos.

Um novo ciclo após o turnaround

Segundo os analistas, o Pine entra agora em uma fase diferente da que marcou sua trajetória recente. Após um longo período de fortalecimento do balanço e redução de riscos, o banco começa a colher os frutos de uma estrutura mais sólida, com maior previsibilidade de resultados e um perfil de risco mais equilibrado.
A XP, por exemplo, destaca que a instituição deixou para trás um ciclo de ajustes mais defensivos e agora opera em um modelo mais diversificado. Antes concentrado principalmente no crédito corporativo para empresas de médio porte, o banco passou a combinar esse relacionamento tradicional com canais digitais voltados ao crédito garantido para pessoas físicas.
Esse movimento amplia a base de clientes, melhora a diversificação da carteira e aumenta o potencial de geração de receita recorrente — fatores que sustentam a visão de que o banco está apenas no início de um novo ciclo de crescimento.

Valuation ainda não reflete a nova rentabilidade

Para o Bradesco BBI, o ponto central da tese está no descompasso entre rentabilidade e valuation. O banco já entrega um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) significativamente mais elevado, mas o preço das ações ainda não reflete plenamente esse novo patamar.
Os analistas lembram que o Pine iniciou seu processo de transformação após os choques macroeconômicos entre 2015 e 2017, quando passou a reduzir a exposição a operações mais arriscadas e a priorizar crédito com maior nível de garantias, spreads mais elevados e tíquetes médios menores.
Como resultado desse reposicionamento, o ROE saltou de cerca de 9% em 2022 para aproximadamente 23% em 2024, movimento que reforça a percepção de que o banco atravessou com sucesso seu turnaround operacional.

Consignado privado vira principal motor de crescimento

Um dos principais catalisadores dessa nova fase é o crédito consignado privado. A modalidade, criada recentemente, permite empréstimos com desconto direto em folha de pagamento, mas com uma estrutura de garantias mais robusta do que o crédito pessoal tradicional.
O Pine se posicionou de forma precoce nesse mercado e rapidamente construiu uma carteira relevante. Em poucos trimestres, o banco já alcançou cerca de 6% de participação, com um estoque de crédito na casa de R$ 3,5 bilhões.
Esse produto tem impacto direto sobre a rentabilidade. As margens são mais elevadas e as perdas esperadas são significativamente menores quando comparadas a empréstimos sem garantia. Enquanto o crédito pessoal costuma registrar inadimplência entre 20%, no consignado privado esse número fica muito abaixo disso, graças às proteções embutidas no modelo.

ROE elevado pode durar mais do que o mercado imagina

Na avaliação do BTG Pactual, o Pine se tornou um dos protagonistas do crescimento do consignado privado no Brasil. Essa vantagem competitiva inicial sustenta retornos excepcionalmente altos no curto prazo, com ROE acima de 30%.
Embora o banco reconheça que níveis tão elevados dificilmente serão permanentes no longo prazo, a expectativa é de que essa rentabilidade siga acima da média por mais tempo do que o mercado atualmente projeta, o que abre espaço adicional para reprecificação das ações.
Considerando um mercado potencial estimado em R$ 300 bilhões nos próximos anos, manter uma fatia próxima de 6% significaria uma expansão relevante da carteira de crédito, com impacto direto sobre lucro e geração de caixa.

O que esperar para 2026

📈 As projeções para 2026 seguem construtivas. O Bradesco BBI estima crescimento total da carteira de crédito próximo de 23%, puxado principalmente por três frentes:
  • mais um ano forte para o consignado privado;
  • retomada gradual do consignado do INSS; e
  • expansão moderada do crédito para grandes e médias empresas.
Do lado da rentabilidade, a margem líquida de juros atingiu cerca de 9% no terceiro trimestre de 2025, patamar considerado sustentável, mesmo com alguma pressão futura sobre despesas operacionais e custo de risco.
Ainda assim, o consenso entre os analistas é que o Pine reúne hoje uma combinação rara, como crescimento acelerado, rentabilidade elevada e valuation que ainda não reflete completamente essa nova realidade.

Preços-alvo e potencial de valorização

As estimativas das casas de análise reforçam essa leitura:
  • Bradesco BBI: preço-alvo de R$ 18, potencial de alta de 30%
  • XP: preço-alvo de R$ 20, potencial de alta de 50%
  • Safra: preço-alvo de R$ 19, potencial de alta de 39%
  • BTG Pactual: preço-alvo de R$ 15, potencial de alta de 10%
💰 Mesmo após uma grande valorização, o Pine deixa de ser apenas uma história de recuperação e passa a ser visto como uma tese estrutural de crescimento dentro do segmento de bancos small caps.

PINE4

BANCO PINE
Cotação

R$ 13,70

Variação (12M)

233,15 % Logo BANCO PINE

Margem Líquida

8,29 %

DY

4.99%

P/L

10,36

P/VP

2,61