EUA superam expectativa e criam 275 mil vagas em fevereiro
Números aquecem discussão sobre queda na taxa básica de juros

O mercado de trabalho dos Estados Unidos está quente. Em fevereiro, foram criadas 275 mil vagas, mostram os dados oficiais do governo.
🇺🇸 O número foi superior ao que os analistas esperavam, que era uma média de 175 mil contratações. A taxa de desemprego nos Estados Unidos chegou a 3,9%, equivalente a 6,5 milhões de pessoas.
Os dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho mostram que os setores que tiveram as maiores altas foram saúde, governo, alimentação e assistência social.
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Segundo o órgão, alguns outros setores apresentaram queda não por falta de vagas, mas por dificuldade de encontrar mão de obra qualificada. Depois de um começo de ano rodeado por demissões em massa, especialmente na área de tecnologia, grande parte das empresas estão segurando seus funcionários mais qualificados.
“Mais uma vez, os empregos chegaram melhor do que o esperado, adiando qualquer possibilidade de recessão”, disse Ryan Detrick, estrategista-chefe da consultoria financeira Carson Group, ao The Washington Post. “A conclusão é que nossa economia continua a acompanhar, sendo liderada pelo emprego.”
As informações do governo, porém, mostraram que houve uma queda no salário por hora. A média-hora foi de US$ 34,57, uma diferença negativa de 4,3% em relação a janeiro do ano passado.
Impacto sobre a inflação
📈 Os dados do emprego aceleram as discussões sobre o corte na taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Banco Central dos EUA). Nesta semana, o presidente da instituição, Jerome Powell, afirmou que sentia a economia saudável e que os formuladores da política monetária não estavam longe de reduzir o índice que hoje está entre 5,25% e 5,5%.
Com os índices divulgados nesta sexta, os contratos futuros nos Estados Unidos apontam uma chance de 80% de redução da taxa até junho. Alguns especialistas cravam que isso pode acontecer até antes disso, já no mês de maio.
O Fed prevê que a taxa de juros chegue a 4,1% no final de 2024, enquanto o crescimento do Produto Interno Buto deve rondar a casa de 1,4%. No ano passado, o país norte-americano aumentou seu PIB em 2,5%.

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