Dividendos em 2026: JPMorgan dobra aposta em Axia (AXIA3) e Copel (CPLE6)

Para o JPMorgan, a Copel oferece hoje o maior potencial de valorização do grupo de empresas analisado, chegando a 19,4%.

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Publicado em 05/01/2026 às 18:28h - Atualizado 1 dia atrás Publicado em 05/01/2026 às 18:28h Atualizado 1 dia atrás por Matheus Silva
No relatório, a Auren e a Engie surgem como os nomes mais vulneráveis (Imagem: Shutterstock)
No relatório, a Auren e a Engie surgem como os nomes mais vulneráveis (Imagem: Shutterstock)
🚨 O JPMorgan recalibrou suas projeções para o setor elétrico brasileiro, trazendo uma visão mais pragmática e, em alguns casos, cautelosa para o biênio 2026-2028.
A revisão reflete os preços de energia marcados a mercado e, principalmente, uma preocupação crescente com o chamado curtailment — o corte involuntário de geração para manter a estabilidade da rede.
O banco estima que esses cortes atinjam 30% da produção solar e 20% da eólica, um impacto direto na receita das empresas.
Nesse novo cenário, a Auren (AURE3) e a Engie (EGIE3) surgem como os nomes mais vulneráveis.
A Auren enfrenta o "combo" negativo de uma geração eólica fraca no fechamento de 2025 somada ao alto risco de cortes em 2026.
O JPMorgan projeta que o Ebitda da companhia possa vir 16% abaixo do que o consenso do mercado espera para este ano, justificando a recomendação Neutra e a redução do preço-alvo para R$ 12,30.

Axia e Copel

Na contramão do pessimismo com as renováveis, o JPMorgan vê com bons olhos a Axia (AXIA3) e a Copel (CPLE3)
A lógica é simples: ambas possuem menor exposição relativa a fontes eólicas e solares em comparação aos seus pares, o que as protege dos cortes de carga. 
Além disso, a atualização dos preços de energia no mercado (com alta de 18% desde dezembro) favorece diretamente o Ebitda dessas companhias para 2026.
O banco também destacou eventos societários que fortalecem a tese de investimento. A Axia passou por uma robusta capitalização de R$ 30 bilhões de suas reservas de lucros, com a emissão de novas ações. 
Já a Copel consolidou sua jornada de governança ao migrar para o Novo Mercado com ação única, além de ter anunciado R$ 1,4 bilhão em dividendos — cuja data "ex" ocorreu no último dia 2 de janeiro. 
Para o JPMorgan, a Copel oferece hoje o maior potencial de valorização do grupo analisado, chegando a 19,4%.

Comparativo de Projeções e Preços-Alvo

A tabela abaixo resume a nova visão estratégica do JPMorgan, comparando os preços atuais com os novos alvos estabelecidos:
Ação Recomendação Preço-Alvo Novo (R$) Potencial de Alta (%)
CPLE3 Compra (Overweight) 14,50 +19,4%
AXIA6 Compra (Overweight) 61,00 +16,2%
AXIA3 Compra (Overweight) 55,00 +10,0%
AURE3 Neutro 12,30 +5,8%
EGIE3 Venda (Underweight) 28,00 -10,1%
O destaque negativo fica para a Engie. Com recomendação de venda, o banco estima que a ação possa recuar mais de 10%, uma vez que o mercado ainda não teria precificado totalmente os dados fracos de geração reportados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).
📊 Em resumo, o investidor em 2026 precisará ser mais seletivo. Enquanto a "onda verde" das renováveis enfrenta desafios operacionais e técnicos na rede elétrica, as empresas com portfólios diversificados e boa governança, como Copel e Axia, parecem estar mais bem posicionadas para entregar resultados sólidos e continuar remunerando seus acionistas.

CPLE6

COPEL
Cotação

R$ 14,21

Variação (12M)

- Logo COPEL

Margem Líquida

8,85 %

DY

3.08%

P/L

19,19

P/VP

1,63