Crash do Bitcoin: Empresas que investem na cripto caem até 33% no ano

2 empresas brasileiras têm uma estratégia de tesouraria baseada em BTC: CASH3 e OBTC3.

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Publicado em 06/02/2026 às 10:13h - Atualizado Agora Publicado em 06/02/2026 às 10:13h Atualizado Agora por Marina Barbosa
O Bitcoin (BTC) já caiu mais 28% em 2026 (Imagem: Shutterstock)
O Bitcoin (BTC) já caiu mais 28% em 2026 (Imagem: Shutterstock)
O Bitcoin (BTC) já cai mais 28% em 2026, recuando para os menores valores em mais de um ano e contaminando todo o mercado de criptomoedas.
📉 O crash da principal criptomoeda do mundo foi deflagrado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais e não deixou imune outros representantes do setor. 
Outras criptos também estão no vermelho no acumulado de 2026 até 5 de fevereiro, assim como algumas das principais exchanges e Bitcoin Treasuries do mundo. E, em alguns casos, o tombo é até maior que o do próprio Bitcoin.

Baque generalizado

🪙 Criptomoedas como Ethereum (ETH), Solana (SOL) e XRP (XRP) estão caindo até 38% no acumulado do ano. Não à toa, o segmento cripto já perdeu mais de US$ 800 bilhões em valor de mercado desde o início de 2026.
Segundo dados da plataforma CoinGecko, o mercado cripto chegou a ser avaliado acima dos US$ 4,2 trilhões em outubro de 2025, quando o Bitcoin atingiu o topo histórico de US$ 126,1 mil. Porém, valia cerca de US$ 3 trilhões no início de 2026 e agora gira em torno de US$ 2,2 trilhões.
Com o baque, as exchanges e as investidores de criptomoedas também afundaram na Bolsa.
Entre as principais plataformas de negociação de criptomoedas do mundo, a Coinbase (C2OI34) cai cerca de 35,4% em Wall Street no acumulado de 2026, até 5 de fevereiro.
O baque das maiores Bitcoin Treasuries (companhias que alocam parte das suas reservas em Bitcoin) também supera o do próprio BTC.
O destaque é da Strategy (M2ST34), que já perde 29,6% no ano e nessa quinta-feira (5) revelou que os prejuízos já vinham desde o final de 2025.
Com mais de 700 BTC em tesouraria, a Strategy teve um prejuízo operacional de US$ 17,4 bilhões no quarto trimestre de 2025, devido à oscilação no preço-justo da criptomoeda.
Com isso, o prejuízo líquido do quarto trimestre de 2025 foi de US$ 12,4 bilhões, ou US$ 42,93 por ação.

O impacto no Brasil

🔎 Os dados da Strategy ligam um alerta para os investidores das companhias brasileiras que também decidiram adotar uma estratégia de tesouraria baseada em Bitcoin. 
É o caso de Méliuz (CASH3) e OranjeBTC (OBTC3), que ainda vão divulgar os resultados do quarto trimestre de 2025, mas também entraram em queda livre na B3 nos últimos dias, diante do crash do Bitcoin.
As ações do Méliuz caíram mais de 5% e as da OranjeBTC recuaram 4,70% na B3 nessa quinta-feira (5), quando o Bitcoin voltou a ser negociado abaixo dos US$ 70 mil, algo que não acontecia há 15 meses. 
Já no acumulado de 2026, o Méliuz sofre uma desvalorização de 13,6% e a Oranje BTC despenca 33,7%.

O que acontece com o BTC?

O Bitcoin bateu recordes no ano passado, impulsionado pelo maior interesse dos investidores institucionais e pelo avanço da regulação das criptomoedas nos Estados Unidos.
Contudo, segue uma tendência de queda depois do topo histórico de US$ 126,1 mil, observado em outubro de 2025. E esse baque se aprofundou nos últimos dias, diante de uma maior aversão ao risco do mercado.
Investidores de todo o mundo decidiram sair em busca de proteção nas últimas semanas, diante das crescentes incertezas econômicas e geopolíticas, além do temor de uma bolha de IA (Inteligência Artificial), que ganhou força nesta semana com as previsões de gastos das big techs.
O movimento pressionou o Bitcoin e só ficou pior depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent disse que o governo americano não vai "resgatar" o Bitcoin, nem incentivar bancos privados a comprar a criptomoeda para tentar segurar os preços.
Com o Bitcoin rondando os US$ 66 mil, o menor valor dos últimos 16 meses, Michael Burry, o gestor que ganhou fama ao antecipar a crise imobiliária de 2008, disse até que a criptomoeda pode estar caminhando para um espiral da morte.
Já a Bitfinex diz que esse movimento de correção não está ligado a fragilidades internas do mercado cripto, mas à deterioração do cenário macroeconômico. Portanto, acredita que uma redução das pressões macro pode contribuir com a recuperação da cripto.
"Sinais mais duros em relação à sucessão na presidência do Federal Reserve, novas incertezas fiscais nos Estados Unidos e o aumento das tensões geopolíticas levaram investidores a buscar proteção em caixa e títulos do Tesouro, ampliando a volatilidade negativa dos ativos digitais", explicou.

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