Raízen (RAIZ4) amarga prejuízo seis vezes maior no 3º tri da safra 25/26
Empresa diz que resultado foi pressionado por efeitos pontuais, mas mercado mantém cautela.
⛽ A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei “Combustível do Futuro”, que representa uma perspectiva favorável para as empresas do setor sucroalcooleiro, como Raízen (RAIZ4), Jalles Machado (JALL3) e São Martinho (SMTO3), conforme análise do relatório do Citi, divulgada nesta quinta-feira (14).
O documento destaca o potencial aumento na demanda por etanol resultante do projeto. No âmbito da gasolina, a previsão é que haja um aumento da faixa de mistura do etanol anidro para 22% a 30%, comparado aos atuais 18% a 27,5%, com a possibilidade de aumentar para 35% no futuro.
Leia mais: Câmara aprova PL da pauta verde ‘Combustível do Futuro’
De acordo com as projeções, espera-se um acréscimo de aproximadamente 1,3 bilhão de litros caso a mistura de etanol anidro alcance 30%, com um potencial adicional de cerca de 2,2 bilhões de litros se a mistura atingir 35%.
Ainda, ficou estabelecido um piso de 13% para a mistura de biodiesel no diesel, podendo chegar a 25% com base em decisões técnicas do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). Estão definidas metas de aumento gradual da mistura até 2030, atingindo 20% neste ano.
O relatório do Citi estima que esse projeto pode impulsionar a taxa de crescimento anual composta (CAGR) para a demanda nacional de biodiesel em cerca de 10% até 2030, em comparação com 2023.
Para a safra 2024/25, o Citi antecipa uma recuperação nos preços do etanol, devido a um equilíbrio mais saudável entre oferta e demanda. Isso é resultado de uma menor oferta, decorrente de uma moagem de cana-de-açúcar reduzida na região Centro-Sul, devido a condições climáticas desfavoráveis em comparação com a safra anterior, e de uma demanda mais alta, impulsionada pelo aumento na mistura de etanol hidratado.
Apesar dos fatores positivos que contribuem para os preços do biocombustível, como a diminuição nos estoques devido à redução da oferta e ao aumento da demanda, o relatório adverte para um possível risco de queda nos preços da gasolina ao longo de 2024, devido à redução nos preços do petróleo e nos spreads globais de refino.
Empresa diz que resultado foi pressionado por efeitos pontuais, mas mercado mantém cautela.
Fitch, S&P e Moody's cortaram a nota de crédito da Raízen após a empresa contratar assessores financeiros.
A companhia deve avaliar "opções estratégicas" para otimizar a sua estrutura de capital.
Um dos principais gatilhos para a queda foi a confirmação da aquisição da participação da japonesa Sumitomo na Raízen Biomassa.
Segundo a nota, os resultados do ano-safra 25/26 serão divulgados em 12 de fevereiro.
Por volta das 14h, as ações avançavam 17,78%, cotadas a R$ 1,06, figurando entre as maiores altas do dia no Ibovespa.
Paralelamente às tratativas sobre o aporte, a Raízen avança em um plano de desinvestimentos que pode somar cerca de R$ 10 bilhões.
As ações da Raízen estão sendo negociadas abaixo de R$ 1 desde 6 de outubro, o que caracteriza um penny stock segundo as regras da B3.
Cadastro
Já tem uma conta? Entrar
Cadastro
Cadastre-se grátis para continuar acessando o Investidor10.
Já tem uma conta? Entrar
Olá! Você pode nos ajudar respondendo apenas 2 perguntinhas?
Oba! Que ótimo saber que você curte nosso trabalho!
Já que você é um investidor Buy And Hold e adora nossa plataforma, gostaria de te apresentar uma solução que vai turbinar o retorno de seus investimentos! Topa?