Banco do Brasil (BBAS3): Ações encostam na mínima do ano após dados do 3T24
Aumento da inadimplência no segmento agro e das provisões ligou alerta no mercado.

O Banco do Brasil (BBAS3) não passou ileso ao cenário desafiador do agronegócio no terceiro trimestre deste ano. Por isso, caiu forte na bolsa e aproximou-se da mínima do ano nesta quinta-feira (14).
📉 As ações do Banco do Brasil recuaram 2,24%, na esteira da apresentação dos resultados do terceiro trimestre. Com isso, terminaram o dia negociadas a R$ 25,37. É o menor patamar desde 4 de janeiro, quando atingiram R$ 25,32.
O BB teve um lucro líquido ajustado de R$ 9,5 bilhões, 8,3% maior do que o de um ano antes. Contudo, elevou as provisões para créditos de liquidação duvidosa em 34,2%, para R$ 10,1 bilhões, devido à elevação da inadimplência no segmento agro.
💲 Além disso, o BB revisou o guidance de 2024, para incorporar mais gastos com provisões. A projeção subiu do intervalo entre de R$ 31 bilhões e R$ 34 bilhões para a faixa entre R$ 34 bilhões e R$ 37 bilhões.
Ao apresentar os resultados trimestrais, a presidente do BB, Tarciana Medeiros, voltou a dizer que não há crise no agronegócio e afirmou que a piora da inadimplência não atingiu toda a carteira rural.
Analistas, no entanto, seguiram preocupados, como mostra o comportamento das ações do BB.
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O que dizem os analistas?
Em relatório, o BTG Pactual explicou que os resultados mais fracos eram esperados, em virtude da situação do agro. Porém, afirmou que "as tendências de qualidade dos ativos eram preocupantes".
"O BB é o banco líder em agro e acreditamos que ele pode renegociar termos, recuperar perdas e executar garantias, mas as métricas em deterioração significam que a 'bandeira amarela' pode ter acabado de ficar 'laranja'...", escreveram os analistas do BTG.
A Genial Investimentos reforçou que " qualidade dos ativos rurais deteriorou mais rapidamente do que esperávamos, o que exigiu um aumento substancial nas provisões no trimestre".
A casa, no entanto, ainda vê o BB com "um nível de rentabilidade interessante, sendo um dos melhores resultados dentre os incumbentes, tanto em termos de lucro quanto de rentabilidade".
A Genial também ressaltou que as ações do Banco do Brasil ainda são negociadas com "múltiplos bem atrativos" e projeta um DY (Dividend Yield) de 10,3% para este ano. Por isso, recomenda a compra do papel.
A XP também manteve a recomendação de compra. Para a casa, o Banco do Brasil apresentou um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) alto, apesar dos resultados modestos. Além disso, é negociado a múltiplos com desconto na bolsa.

BBAS3
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