Azul (AZUL54) lança oferta de ações de R$ 7,4 bilhões; veja detalhes
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
A valorização do dólar é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, ela impulsiona as exportações brasileiras, por outro, mina o retorno dos investimentos internacionais no país. E pelo menos 10 ações listadas na B3 chegaram a tombar entre 49% e 74% no acumulado de 2024.
É o que revela o levantamento exclusivo elaborado pelo consultor Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, que chega a conclusão de que o impacto da alta do dólar contra o nosso real não é homogêneo.
"Alguns setores foram atingidos com mais força, e os números são contundentes. O setor de transporte aéreo, por exemplo, é o mais penalizado. A Azul (AZUL4) amarga uma queda de impressionantes 74,74% em dólares", destaca Rivero.
Na sequência, o setor de serviços educacionais também está em maus lençóis. Cogna (COGN3) e Yduqs (YDUQ3) despencaram −68,52% e −62,18%, respectivamente.
As dificuldades de recuperação pós-pandemia e a desconfiança dos investidores pesam sobre o setor, que ainda luta para se reerguer, conforme o especialista.
O varejo, por sua vez, reflete a realidade do consumo brasileiro. Magazine Luiza (MGLU3) viu suas ações desabarem −64,56%. Com o crédito mais caro e o poder de compra das famílias corroído, o cenário não é dos melhores.
No setor de alimentos, Carrefour Brasil (CRFB3) e Assaí (ASAI3) não escaparam da crise, com quedas de −57,82% e −57,31%.
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No acumulado de 2024, o Ibovespa teve queda de −21,28% em dólares — o pior desempenho desde 2015, quando o índice despencou 41,03% na moeda americana.
Para Einar Rivero, a explicação para esse cenário desafiador passa, inevitavelmente, pela valorização do dólar. Neste ano, o dólar Ptax subiu 20,16%, tornando qualquer investimento no Brasil bem menos atraente para o capital estrangeiro.
A relação histórica é clara: quando o dólar sobe, o Ibovespa em dólares tende a cair. Em 2002, por exemplo, o dólar disparou 52,27% e o índice despencou 45,5% na moeda americana. Já em 2009, o cenário foi inverso: o dólar caiu 25,49% e o Ibovespa em dólares explodiu em uma alta de 145,16%.
"Olhando para o futuro, o cenário é desafiador. A relação entre o desempenho do Ibovespa e a valorização do dólar não é uma novidade, mas em 2024 ela voltou a mostrar sua força", pondera o consultor financeiro.
Ou seja, enquanto o real continuar perdendo valor, o investidor estrangeiro continuará cauteloso. E, como é sabido, o humor desse investidor tem um peso enorme na bolsa brasileira.
Os recursos captados serão direcionados para fins corporativos gerais.
Pela proposta, cada ação preferencial seria convertida em 75 ações ordinárias.
Conversão de dívidas em ações pressiona AZUL4 e amplia temor de diluição.
O CEO informou na entrevista uma expectativa de receita de R$ 20 bilhões para 2024.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 1,914,5 bilhão.
O tribunal também deu aval ao Backstop Commitment Agreement.
Segundo a empresa, o progresso está alinhado ao cronograma inicialmente proposto para a conclusão do processo.
O resultado operacional foi de R$ 376,7 milhões, com margem de 20,6%.
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