Aposentadoria tem novas regras de transição em 2026; veja mudanças

Idade mínima, pontuação e tempo de contribuição foram atualizados.

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Publicado em 08/01/2026 às 06:50h - Atualizado 21 horas atrás Publicado em 08/01/2026 às 06:50h Atualizado 21 horas atrás por Wesley Santana
Tempo de contribuição passa a ser de mais seis meses em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Tempo de contribuição passa a ser de mais seis meses em 2026 (Imagem: Shutterstock)
Com a chegada do ano novo, as regras para a aposentadoria de brasileiros mudaram. Na última segunda-feira (6), o Ministério da Previdência Social emitiu um comunicado informando quais são as mudanças que recaem sobre quem deseja dar entrada no benefício a partir de 2026.
A primeira mudança é o aumento do tempo de contribuição, que passa a ser de mais seis meses em relação ao período atual. O cumprimento passa a ser da seguinte forma:
  • Mulheres: 59 anos e seis meses de idade + 30 anos de contribuição ao INSS
  • Homens: 64 anos e seis meses de idade + 35 anos de contribuição ao INSS
Além disso, é preciso respeitar também a regra de pontuação, que subiu um ponto em 2026. Para mulheres, a soma da idade mais o tempo de contribuição passa a ser de 93 pontos, enquanto para os homens é de 103 pontos.
O Ministério lembra que algumas profissões têm seus regimes específicos, como é o caso dos professores. Neste caso, a soma é de 88 pontos para mulheres (com mínimo de 25 anos de contribuição) e de 98 pontos para homens (com 30 anos de contribuição).
As mudanças na regra da aposentadoria foram incluídas na reforma previdenciária que entrou em vigor em 2019. Na ocasião, o projeto impôs uma série de mudanças no então regime previdenciário, com o objetivo de diminuir o impacto nas contas públicas.

E as regras de transição?

A mesma legislação criou uma regra de transição, voltada para quem contribuía com o INSS antes da reforma. Desta forma, os parlamentares votaram por estabelecer um regime que pudesse estar no meio entre os dois momentos.
Um dos pontos da legislação era o pedágio, indicado para quem estava perto de se aposentar. Esse grupo teria que trabalhar metade ou o dobro do tempo que faltava para obter o benefício.
Ficou definido que quem precisava contribuir por mais 24 meses, por exemplo, teria que estender o período por mais 12, somando 36 meses de contribuição. A diferença entre o pedágio de 50% e 100% está no valor recebido depois da aposentadoria, que é total para quem ultrapassar a barreira mais alta.

Simulador do INSS

O órgão vinculado ao governo federal disponibiliza um simulador que permite aos futuros beneficiários calcular quando vão se aposentar e quanto vão receber. O serviço está no aplicativo Meu INSS, disponível para smartphones Android e iOS.
Para ter acesso ao simulador, basta fazer o download do aplicativo e informar CPF e senha da conta gov.br. Depois do acesso, é preciso buscar por “Simular Aposentadoria” na barra de pesquisa.