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No universo dos investimentos, cada ativo negociado na bolsa de valores é identificado por um código único. Esse código, conhecido como ticker ou código de negociação, é a chave que conecta o investidor diretamente ao ativo que deseja comprar, vender ou acompanhar.
Embora pareça algo simples, compreender como os tickers são formados e interpretá-los corretamente é essencial para operar com segurança e precisão no mercado financeiro.
Seja para quem está dando os primeiros passos na renda variável, seja para investidores experientes, dominar esse conceito evita erros operacionais, agiliza decisões e contribui para uma gestão mais eficiente da carteira.
O ticker é um código alfanumérico, composto por letras e, em alguns casos, números, que identifica de forma exclusiva cada ativo negociado na bolsa de valores. Ele funciona como um “apelido” padronizado que facilita a localização do ativo nas plataformas de negociação e análise.
No Brasil, quem define e organiza essa nomenclatura é a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão). A instituição adota padrões específicos para diferentes tipos de ativos, como ações, fundos imobiliários (FIIs), BDRs (Brazilian Depositary Receipts), ETFs (Exchange Traded Funds) e derivativos.
Veja alguns exemplos:
Essa padronização permite que, independentemente da corretora ou plataforma utilizada, o investidor encontre o mesmo ativo com o mesmo código.
A função principal do ticker é identificar o ativo de forma rápida e inequívoca. Em um ambiente que conta com milhares de ativos listados, memorizar o nome completo de cada empresa ou fundo seria inviável.
Ao digitar o ticker no home broker ou em plataformas como Status Invest, TradeMap e Investing.com, o investidor tem acesso a informações essenciais:
Além disso, conhecer o ticker correto evita erros operacionais. Imagine, por exemplo, a diferença entre PETR3 e PETR4: ambas são ações da Petrobras, mas representam classes distintas de papéis, com direitos e características diferentes.

A definição dos tickers na B3 segue regras de padronização específicas para cada categoria de ativo. A seguir, vamos detalhar como essa nomenclatura funciona para diferentes tipos de investimentos.
No caso das ações, o ticker é formado por quatro letras seguidas de um número.
Significados dos números em tickers de ações:
1: Direito de subscrição a uma ação ordinária
2: Direito de subscrição a uma ação preferencial
3: Ação ordinária (ON)
4: Ação preferencial (PN)
5 a 8: Ações preferenciais de classes A, B, C e D, respectivamente
9: Subscrição de ação ordinária
10: Subscrição de ação preferencial
11: Units ou recibos
Exemplos práticos:
Entender essa numeração é fundamental para diferenciar papéis da mesma empresa, já que ações ordinárias dão direito a voto em assembleias, enquanto as preferenciais geralmente têm prioridade no recebimento de dividendos, mas não possuem voto.
Nos fundos imobiliários, a estrutura também é composta por quatro letras, mas o número final é sempre 11.
Exemplos:
Diferentemente das ações, onde o número 11 indica units, nos FIIs ele não representa um agrupamento de ativos, mas sim um padrão exclusivo da B3 para essa categoria.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados que representam ativos emitidos por empresas no exterior, mas negociados na B3. Eles permitem que investidores brasileiros comprem ações estrangeiras sem precisar abrir conta em corretora internacional.
A composição dos tickers de BDRs segue o formato quatro letras + dois números, sendo que os números indicam a categoria do BDR.
Exemplos práticos:
O número não altera a empresa representada, mas indica a classificação regulatória do BDR. Isso é relevante para investidores que desejam entender as regras de negociação e a forma como o ativo é custodiado.
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de índice negociados na bolsa. Eles também seguem a lógica de quatro letras + 11, a mesma utilizada para os FIIs, mas com finalidades distintas.
Enquanto o sufixo 11 nos FIIs apenas indica que se trata de um fundo imobiliário listado, nos ETFs ele aparece por padrão para todos os fundos de índice.
Exemplos:
Ao ver um ticker com 11 no final, é importante verificar se ele é um FII ou um ETF. Isso pode ser feito rapidamente consultando a categoria do ativo na plataforma da corretora ou na própria B3.
As opções são derivativos que conferem ao titular o direito de comprar ou vender um ativo-objeto por um preço predeterminado, dentro de um prazo específico. Por serem mais complexas, suas nomenclaturas seguem um padrão diferente.
Um ticker de opção é formado por:
As quatro letras do ativo-objeto (por exemplo, PETR para Petrobras, VALE para Vale).
Uma letra que indica o mês de vencimento e o tipo da opção:
Dois dígitos que indicam o preço de exercício (strike).
No mercado de opções, uma simples troca de letra ou número pode mudar completamente a operação.
O investidor precisa dominar essa leitura para não comprar o contrato errado, já que existem dezenas de opções diferentes para um mesmo ativo, com strikes e vencimentos distintos.
Além dos padrões mais conhecidos, existem outros sufixos usados na B3 para identificar categorias específicas de ativos ou eventos corporativos. Alguns exemplos incluem:
O conhecimento desses códigos ajuda a evitar confusões, especialmente em períodos de aumento de movimentações, como ofertas públicas ou desdobramentos (splits).
Saber identificar e interpretar corretamente um ticker traz benefícios claros para o investidor:
No dia a dia, esse conhecimento se traduz em mais eficiência e confiança para operar.
Mesmo investidores experientes podem cometer deslizes ao negociar ativos usando tickers. Veja os principais cuidados:
1.Confundir ativos de uma mesma empresa: É comum comprar PETR3 achando que está adquirindo PETR4 ou vice-versa. As classes de ações possuem direitos diferentes e podem ter valores distintos.
2.Ignorar sufixos importantes: No caso de fundos imobiliários e ETFs, não notar o número final pode gerar confusão. BOVA11 e KNRI11, por exemplo, têm a mesma estrutura numérica, mas representam categorias totalmente diferentes.
3.Negociar derivativos sem entender o código: No mercado de opções, comprar PETRA45 ao invés de PETRM45 muda totalmente a operação, já que a letra do meio altera o mês e o tipo (compra ou venda).
4.Buscar o ativo pelo nome comercial: As corretoras e home brokers trabalham com tickers, não com nomes completos. Se você digitar “Petrobras” em vez de “PETR4”, pode não encontrar o ativo ou ter dificuldade para localizá-lo rapidamente.
Aprender a interpretar tickers não precisa ser difícil. Com algumas estratégias simples, é possível memorizar e identificar ativos com mais facilidade.
1.Associe as letras ao nome da empresa ou fundo: Normalmente, os tickers são derivados da razão social ou nome fantasia. Por exemplo, ITUB vem de Itaú Unibanco, VALE de Vale S.A.
2.Grave o significado dos números mais usados:
3.Utilize aplicativos de acompanhamento: Ferramentas como o Investidor10 PRO permitem salvar tickers favoritos e acompanhá-los com um clique.
4.Monte uma planilha personalizada: Para quem investe em diversos ativos, ter uma planilha com o ticker, tipo de ativo, preço médio e rentabilidade ajuda a fixar a identificação.

Por que interpretar tickers é essencial para investidores - (Imagem: Shutterstock)
Dominar a leitura de tickers vai muito além de um conhecimento técnico. Ele se traduz em segurança, agilidade e precisão nas decisões de investimento.
No ambiente de renda variável, onde os preços mudam em segundos, saber localizar e diferenciar rapidamente um ativo é uma vantagem competitiva.
Além disso, compreender a estrutura dos tickers ajuda a:
Ao longo deste artigo, vimos que entender e interpretar tickers é fundamental para qualquer pessoa que invista na bolsa — seja em ações, FIIs, ETFs, BDRs ou derivativos.
Seja você um investidor iniciante ou experiente, manter-se familiarizado com essa nomenclatura é uma forma simples, mas extremamente eficaz, de ganhar confiança, precisão e velocidade nas operações.
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