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Investir em ações de empresas que pagam bons dividendos é uma das estratégias mais adotadas por quem busca renda passiva, construção de patrimônio no longo prazo e estabilidade em tempos de incerteza no mercado financeiro.
Para facilitar a identificação das companhias mais consistentes nesse quesito, a B3 criou um índice específico: o IDIV, ou Índice de Dividendos.
Esse indicador se tornou uma referência importante para investidores interessados em boas pagadoras de dividendos, muitas vezes chegando a superar até o desempenho do Ibovespa em determinados ciclos do mercado.
O IDIV é o Índice de Dividendos da B3, a bolsa de valores brasileira. Ele foi criado para medir o desempenho das ações de empresas listadas que são reconhecidamente boas pagadoras de dividendos, ou seja, que distribuem regularmente lucros aos seus acionistas por meio de proventos, como dividendos e juros sobre capital próprio.
O índice não considera apenas a valorização das ações ao longo do tempo. Ele é um índice de retorno total, ou seja, considera tanto a valorização das ações quanto os proventos pagos pelas empresas.
Na prática, isso o torna ideal para analisar não apenas o crescimento patrimonial, mas também a geração de renda das empresas.
O funcionamento do IDIV parte da construção de uma carteira teórica de ações, revisada trimestralmente pela B3. Essa carteira é composta por empresas que atendem a critérios objetivos de consistência na distribuição de dividendos e liquidez no mercado.
A cada rebalanceamento, ações podem ser incluídas ou excluídas, dependendo de seu desempenho recente em relação aos critérios estabelecidos.
Vale destacar que o IDIV:
Para integrar o IDIV, uma ação precisa atender a três requisitos principais:
A ação deve estar entre o terço superior dos ativos com maior Dividend Yield (DY) nos últimos 36 meses. O Dividend Yield representa o percentual do lucro distribuído em relação ao preço da ação, sendo um indicador de rentabilidade para o investidor.
A empresa precisa ter realizado pagamentos recorrentes de proventos nos últimos 12 meses. Isso garante que apenas empresas com política consistente de remuneração ao acionista façam parte do índice.
A ação deve estar presente em pelo menos 95% dos pregões nos últimos três períodos de carteiras teóricas. Esse critério visa garantir que os ativos do índice tenham alta negociação, facilitando o acesso do investidor.
Além disso, o índice exclui ações de empresas em recuperação judicial ou que representem BDRs (Brazilian Depositary Receipts).
Embora a composição do IDIV mude a cada trimestre, algumas empresas figuram entre as mais recorrentes do índice. São companhias que se destacam pela solidez financeira, geração de caixa e histórico consistente de distribuição de lucros. Entre elas:
Essas empresas geralmente atuam em setores como energia elétrica, financeiro, saneamento e papel e celulose, que são reconhecidos por apresentarem resultados previsíveis e estáveis, mesmo em cenários de crise.

IDIV tem melhor desempenho que o Ibovespa? - (Imagem: Shutterstock)
Em vários momentos da história da B3, o IDIV apresentou melhor performance do que o Ibovespa, especialmente em períodos de crise ou alta volatilidade.
Na prática, isso acontece porque os ativos que compõem o IDIV, ao pagarem dividendos regularmente, oferecem um retorno mais estável, mesmo que o preço das ações oscile.
Além disso, o índice é menos concentrado em empresas cíclicas, como mineradoras e petrolíferas, que influenciam fortemente o Ibovespa. Portanto, muitos consideram que o IDIV pode representar um porto seguro para quem prioriza previsibilidade e geração de renda passiva.
O IDIV é um índice e, portanto, não pode ser comprado diretamente como uma ação. No entanto, existem duas maneiras de investir com base nesse indicador:
O investidor pode replicar a composição da carteira do IDIV manualmente, comprando as ações nas mesmas proporções. Essa estratégia exige:
A forma mais simples de investir no IDIV é através do ETF DIVO11, gerido pelo Itaú Unibanco. Esse fundo busca refletir, antes das taxas, a rentabilidade da carteira teórica do IDIV. O DIVO11 aplica:
Confira as principais vantagens que o ETF DIVO11 pode oferecer:
Agora, confira também, pontos que podem ser vistos como desvantagens do DIVO11:
O IDIV pode ser ideal para investidores que:
O IDIV é uma poderosa ferramenta para investidores que buscam segurança, geração de caixa e consistência na distribuição de lucros.
Ao representar as ações que melhor remuneram seus acionistas, ele permite tanto uma análise eficiente de ativos quanto estratégias práticas por meio de ETFs como o DIVO11.
Apesar de não ser perfeito — afinal, índices têm limitações —, o IDIV serve como um importante termômetro da saúde e da maturidade das empresas listadas na bolsa brasileira. É uma excelente referência para quem deseja aliar valorização patrimonial com fluxo de renda recorrente.
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