O mundo dos investimentos é bastante vasto. São muitas opções disponíveis ao investidor. E talvez isso possa assustar um pouco quem quer começar a investir.

E se você se encontra nessa situação, querendo investir mas sem saber por onde começar, esse Guia Definitivo para começar a investir em 2021 foi escrito para você. Bora lá?

Definição de investimento

Investimentos são aplicações financeiras ou em ativos que têm a promessa de renderem algum lucro em forma de juros, dividendos ou a simples valorização do ativo para revenda.

Existem muitos tipos de investimentos. Alguns com rendimento previsível e seguro e outros mais arriscados, porém com promessas de retorno maiores. 

De forma geral, investimentos são mais usualmente feitos em:

  • Empresas grandes, médias ou pequenas;
  • O mercado imobiliário, ou seja, em imóveis;
  • Produtos dos mais variados tipos, principalmente commodities;
  • Financiamento de serviços ou atividades públicas ou privadas.

Para começar a investir também é essencial saber que investimentos são classificados como renda fixa ou renda variável. Agora vamos explorar esses termos um pouco mais.

Renda fixa ou renda variável?

renda-fixa-ou-renda-variável
Renda Fixa ou Renda Variável – Foto: Freepik

As modalidades de investimento que existem são a renda fixa e a renda variável. E elas dizem respeito a forma como o investimento irá remunerar o investidor.

Em outras palavras: o investimento que se deseja fazer possui alto risco e grande potencial de retorno? Então é renda variável. Por outro lado, baixo risco e retorno limitado, renda fixa.

Podemos, assim, resumir as modalidades de investimento para quem quer começar a investir da seguinte forma:

  • Renda variável: o retorno do investimento não é garantido, sofre com oscilações do mercado, é mais afetado por questões macroeconômicas, porém o retorno é maior;
  • Renda fixa: o retorno é quase 100% garantido, sofre pouco com as oscilações do mercado, o rendimento é praticamente sempre o mesmo.

É importante esclarecer que não existe uma modalidade de investimento que seja melhor que a outra, pois tudo depende da estratégia do investidor.

Vale ressaltar que a maioria dos bons investidores diversifica a sua carteira para ter ativos de renda fixa misturados com ativos de renda variável, pois isso torna a carteira mais forte.

Investimentos de Renda Fixa

Vamos ver agora os principais investimentos que podem ser feitos dentro da modalidade de renda fixa para quem quer começar a investir.

Títulos públicos

Conhecidos como tesouro direto, trata-se de dívidas públicas emitidas pelo governo que podem ser compradas pelas pessoas em troca de uma remuneração de juros.

CDB

CDB, sigla para Certificado de Depósito Bancário, funciona da mesma forma como o tesouro direto, porém com o objetivo de financiar os serviços de um banco.

LCI e LCA

LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), funcionam da mesma forma que o CDB e o Tesouro, mas o lastro é em investimentos em imóveis e atividades do agronegócio.

Debêntures

As debêntures possuem a finalidade de financiar as atividades de uma empresa, geralmente uma nova fábrica ou sede. Na prática são dívidas, como o Tesouro e o CDB.

CRI e CRA

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis Agrícolas), são dois dos investimentos em renda fixa mais populares por sua rentabilidade.

Poupança

Quem quer começar a investir e tem uma conta bancária, certamente guarda ou já guardou seu dinheiro na poupança. Hoje esse investimento não é dos melhores da renda fixa.

Investimentos de Renda variável

Para começar a investir, descubra agora os principais investimentos que podem ser feitos dentro da modalidade de renda variável.

Ações

O preferido dos investidores. Ações são pedaços de uma empresa representados em papéis que podem ser adquiridos e que remuneram em valorização e dividendos.

Na bolsa de valores brasileira, a B3, você pode adquirir ações de empresas nacionais. Para começar a investir em empresas internacionais existem duas formas:

  • Abrir uma conta em uma corretora de valores de outro país;
  • Comprar um BDR (Brazilian Depositary Receipt).

Derivativos

Derivativos são produtos financeiros que têm o seu preço “derivado” de algum outro ativo maior. Como por exemplo o dólar, trigo, café, ações, taxas de juros, índices e etc.

Esse mercado é dividido em quatro segmentos, são eles:

  • Mercado a termo;
  • Mercado futuro;
  • Mercado de opções;
  • Swaps.

Fundos de Investimento

Os fundos de investimento são como uma espécie de pacote com vários investimentos juntos. O investidor ganha no conjunto do rendimento de todos aqueles ativos.

O fundo de investimento possui um gestor, que é quem toma as decisões sobre onde aportar o dinheiro. Essa é uma opção para quem quer começar a investir mas não tem tempo para análises.

ETFs (Exchange Traded Funds)

Os ETFs são uma espécie de fundo de investimento, porém, com o objetivo explícito de replicar o rendimento de um determinado índice, como por exemplo o IBovespa.

Existem vários ETFs, e muitos deles replicam índices de determinados segmentos de empresas do mercado.

Criptomoedas

As criptomoedas são uma das maiores novidades do mundo dos investimentos. Elas são moedas digitais que não possuem lastro bancário. São descentralizadas.

A forma como elas funcionam pode ser complexa para quem quer começar a investir, e elas ainda sofrem resistência de muitos países. Sua maior utilidade é como reserva de valor.

Startups

Startups são empresas no começo da sua vida. Geralmente elas apresentam: 

  • Um grande potencial de crescimento;
  • Tecnologia disruptiva;
  • Um modelo de negócios ousado.

Esse investimento pode não ser tão indicado para investidores com poucos recursos financeiros.

Metodologias de investimento

metodologias-de-investimento
Metodologias de Investimento – Foto: Freepik

Um investidor consciente que quer começar a investir, antes de iniciar qualquer tipo de investimento, procura se informar sobre todos os pontos chave do investimento.

Ou seja, analisar a fundo onde se está alocando recursos financeiros é de total importância. Nenhum investimento feito às cegas ou por instinto trás resultados consistentes.

E para ajudar o investidor a tomar as decisões mais conscientes e responsáveis possíveis, existem duas metodologias de investimento altamente eficazes. São elas:

  • Análise Fundamentalista de Ações;
  • Análise Técnica de Ações.

Vamos falar um pouco mais sobre elas.

Análise Fundamentalista de Ações

De maneira geral a Análise Fundamentalista de Ações preza pela análise minuciosa das empresas na qual o investidor pretende aplicar o seu dinheiro.

E isso envolve analisar documentos financeiros, contábeis, fiscais e outros relatórios que podem ajudar o investidor a ter uma luz a respeito da real situação da empresa.

E mais do que entender a situação da empresa, compreender quais são as suas perspectivas de crescimento a médio-longo prazo, e se é um modelo de negócios saudável.

Outros aspectos da empresa como os seus bens também são considerados nessa análise, assim como o dinheiro em caixa e aplicações que ela tenha.

Por falar na Análise Fundamentalista, aqui no Investidor 10, você encontra dados históricos e indicadores dos principais ativos negociados na Bolsa de Valores, incluindo:

Antes de investir, conte com o Investidor 10, analise indicadores e monte uma estratégia fundamentalista assertiva que maximize seus ganhos e reduza riscos.

O investidor consciente é aquele que constrói uma carteira de ativos diversificada, conhece os riscos do mercado e sabe onde está e por quais razões está investindo o seu dinheiro.

Análise Técnica de Ações

A Análise Técnica de Ações busca analisar tendências de mercado usando gráficos e projeções como sua base. Ou seja, ela desconsidera as condições financeiras da empresa.

É por meio da análise técnica que se tenta descobrir os períodos de alta e baixa da bolsa de valores, baseando-se em movimentos semelhantes que aconteceram no passado.

O popularizador da Análise Técnica, Charles Dow, dizia que a condução dos negócios de uma empresa dizia menos que a percepção dos investidores sobre o seu valor.

E levando isso em consideração, ter todos os dados disponíveis para fazer uma análise não é o suficiente para começar a investir. Ler as emoções do mercado é essencial também.

Saiba o seu perfil de Investidor

Saiba-o-seu-perfil-de-investidor
Saiba o seu perfil de investidor – Foto: Freepik

Cada investidor tem um objetivo diferente. Enquanto alguns fazem investimentos para ganhar muito dinheiro de forma rápida, outros são mais responsáveis e cautelosos.

Mas isso não significa que exista uma forma correta ou incorreta de fazer investimentos, isso trata-se apenas de diferentes perfis de investidores.

Todavia, para começar a investir é de suma importância que o investidor saiba qual é o seu perfil, ou seja, se ele é:

  • Conservador;
  • Moderado;
  • Arrojado.

Assim ele evita investir seu dinheiro de forma errada sofrendo prejuízos financeiros indesejáveis. Enfim, vamos falar um pouco sobre cada um destes perfis.

Investidor conservador

O investidor conservador é aquele que não gosta de assumir riscos nos seus negócios, e que provavelmente é o tipo que compõe a maioria dos investidores.

Este investidor prefere aportar o seu dinheiro em produtos da renda fixa, objetivando construir uma renda passiva que vai sustentá-lo no futuro.

Um investidor conservador não tem afeição ao risco. Por outro lado, muitas vezes esse investidor apenas não possui os dados para começar a investir em outros produtos.

Investidor moderado

O investidor moderado pode ser considerado uma evolução do investidor conservador, ou uma fusão do investidor conservador com o investidor arrojado.

O fato é que, esse tipo de investidor possui uma carteira de ativos que combina produtos da renda fixa com renda variável, em maior ou menor proporção para um dos lados.

Mas é importante destacar que não são todos os produtos da renda variável que o investidor moderado está disposto a colocar o seu dinheiro.

Investidor arrojado

Esse é o investidor que não tem medo de aportar o seu dinheiro em absolutamente nenhum tipo de negócio. Sua carteira é composta majoritariamente por ativos de renda variável.

O investimento preferido do investidor arrojado é o mercado de ações. Ele gosta de comprar ações de empresas e lucrar tanto com dividendos quanto com a valorização.

Vale destacar que o investidor arrojado não age dessa forma por querer lucros rápidos, e sim porque na maioria das vezes ele sabe muito sobre o mercado e investimentos em geral.

Passo a Passo: abrir conta em uma corretora de valores

Passo a Passo: abrir conta em uma corretora de valores
Passo a Passo: abrir conta em uma corretora de valores – Foto: Freepik

Por fim, uma vez que você já compreendeu tudo de mais importante que você precisava saber sobre investimentos, está na hora de botar a mão na massa.

Para começar a investir, no entanto, é necessário ter uma conta em uma corretora de valores. O passo a passo que você deve seguir é esse:

  • 1º Passo: Escolha a corretora de valores ideal;
  • 2º Passo: Forneça dados de cadastro e envie documentos;
  • 3º Passo: Transfira dinheiro para a sua conta na corretora;
  • 4º Passo: Escolha seus investimentos de acordo com seu perfil;
  • 5º Passo: Envie ordens de compra.

Agora vamos falar especificamente sobre cada um destes passos.

1º Passo: Escolha a corretora ideal

Para escolher a corretora ideal e começar a investir, você pode ir no site da B3, onde estão listadas todas as corretoras de valores regularizadas.

Durante o processo de escolha é fundamental que você analise as taxas praticadas pela corretora e os serviços que ela presta. Algumas corretoras não cobram taxas.

Outros corretores podem oferecer alguma espécie de consultoria ou ajuda extra ao investidor iniciante, e isso pode justificar uma cobrança. Analise o melhor custo-benefício.

2º Passo: Forneça dados de cadastro e envie documentos

Começar a investir: A criação da conta em uma corretora de valores só é oficializada após o preenchimento do cadastro e fornecimento de documentos comprovando a situação do indivíduo.

Vale ressaltar que se o objetivo do investidor for investir diretamente em ações de empresas de outros países, será necessário abrir uma conta em corretoras locais desses lugares.

No entanto, não são todas as corretoras estrangeiras que aceitam indivíduos de outras nacionalidades que não estejam morando no país em que a bolsa está situada.

3º Passo: Transfira dinheiro para a sua conta na corretora

Começar a investir: Uma vez estando com a conta na corretora aberta e devidamente configurada, é hora de transferir o seu dinheiro para ela e enfim começar a investir.

Vale ressaltar que o tempo de transferência de recursos financeiros para dentro e fora da conta da corretora depende da própria corretora e do tipo de investimento.

4º Passo: Escolha seus investimentos de acordo com seu perfil

Começar a investir: Com o dinheiro na conta, chegou a hora de escolher os investimentos. É muito importante que o investidor conheça o seu perfil e o leve em conta antes de começar a investir.

Algumas corretoras de valores, mediante um teste preliminar, podem avisar ao investidor caso ele esteja tentando investir em um produto financeiro que não condiz com seu perfil.

5º Passo: Envie ordens de compra

Começar a investir: Uma vez que os produtos financeiros tenham sido selecionados, chegou o momento de emitir a ordem de compra. É a ordem de compra quem oficializa a aquisição de um ativo.

Dependendo do ativo que se esteja adquirindo, como por exemplo, uma ação, é possível cancelar a ordem antes que ela seja executada.

Também é importante ressaltar que cada corretora de valores tem a sua própria interface onde o investidor irá visualizar os seus investimentos, ordens, histórico e demais dados.

Por fim, com todas essas informações em mãos, o investidor já estará pronto para começar a investir em 2021 com muita responsabilidade e resultados.

Gostou das nossas dicas? Então, continue navegando pelo nosso site, salve o Investidor 10 nos favoritos e siga as nossas redes sociais para ter acesso a mais conteúdos e informações relevantes sobre investimentos.