Bolsa de valores americana: aprenda como investir

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Publicado em 24/02/2026 às 16:23h - Atualizado 10 horas atrás Publicado em 24/02/2026 às 16:23h Atualizado 10 horas atrás por Carlos Filadelpho
Bolsa de valores americana - Imagem: Shutterstock
Bolsa de valores americana - Imagem: Shutterstock

Investir fora do Brasil deixou de ser algo restrito a investidores profissionais. Hoje, qualquer pessoa pode comprar ações de empresas como Apple, Microsoft, Coca-Cola ou Google diretamente do celular, em poucos minutos.

No entanto, facilidade operacional não significa garantia de bons resultados. Muita gente começa a investir no exterior sem entender o que é a bolsa americana, por que ela é tão relevante e qual o papel dela na construção de patrimônio.

A verdade é simples: investir nos Estados Unidos não serve apenas para buscar retornos maiores, serve principalmente para diversificar riscos, proteger patrimônio e ganhar exposição à maior economia do planeta.

Neste guia do Investidor10 você vai entender, de forma prática, como funciona o mercado americano e por que ele se tornou peça fundamental em praticamente qualquer carteira de longo prazo.

O que é a bolsa de valores americana

Quando nos referimos à bolsa de valores americana, estamos falando do maior mercado financeiro do mundo, um local onde empresas captam recursos e investidores negociam ações diariamente.

Enquanto o Brasil possui apenas uma bolsa, a B3, os Estados Unidos possuem alguns mercados, sendo os principais a NYSE e a Nasdaq. Juntas, elas concentram empresas globais presentes no cotidiano de bilhões de pessoas.

Quando você investe nesse mercado, passa a participar dos resultados dessas companhias. Isso normalmente significa:

  • Valorização das ações ao longo do tempo

  • Recebimento de dividendos em dólar

  • Proteção contra a desvalorização do real

Mais do que buscar lucro, investir nos EUA é se expor ao centro da economia global.

  • Se a economia americana cresce, o mundo cresce junto.

  • Se desacelera, o impacto é mundial.

Por isso, acompanhar a bolsa americana é acompanhar a economia global.

Veja também: Como investir em ações americanas [Guia Completo]

NYSE e Nasdaq: as duas grandes bolsas dos Estados Unidos

Ao estudar investimentos internacionais, duas bolsas aparecem o tempo todo: NYSE e Nasdaq. Ambas ficam em Nova York, mas possuem características bem diferentes.

A NYSE (New York Stock Exchange) é a bolsa mais tradicional do mundo. Nela estão empresas consolidadas e centenárias, incluindo bancos, indústrias e multinacionais clássicas. É um ambiente associado à estabilidade e previsibilidade.

Já a Nasdaq surgiu como a primeira bolsa totalmente eletrônica do planeta e se tornou o lar das gigantes tecnológicas. Boa parte das maiores empresas de crescimento acelerado está ali.

Na prática, o investidor pode enxergar assim:

  • NYSE → Economia tradicional e madura

  • Nasdaq → Inovação e crescimento tecnológico

Acompanhar as duas ajuda a entender o comportamento completo do mercado.

Os principais índices do mercado americano

Os principais índices do mercado amerciana - Imagem: Shutterstock

Assim como o Ibovespa mede o desempenho médio da bolsa brasileira, os Estados Unidos possuem indicadores que mostram a direção do mercado.

Dentre esses indicadores, o mais importante é o S&P 500, que reúne 500 das maiores empresas listadas na bolsa americana e serve como referência mundial de desempenho econômico.

Outro índice relevante é o Nasdaq 100, composto pelas maiores empresas de tecnologia listadas na Nasdaq. Ele costuma oscilar mais, mas historicamente cresce mais no longo prazo.

Já o Dow Jones acompanha 30 empresas tradicionais e funciona como indicador histórico do mercado.

Esses índices são fundamentais porque permitem investir no mercado inteiro sem precisar escolher empresas individuais. Muitas estratégias modernas usam exatamente essa abordagem.

Horário de funcionamento e diferença de fuso

A bolsa americana funciona entre 9h30 e 16h no horário de Nova York. Para investidores brasileiros isso significa operar entre 11h30 e 18h.

Essa diferença influencia quem investe simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos.

Além disso, os feriados não coincidem totalmente. Em alguns dias a bolsa brasileira abre enquanto a americana permanece fechada, e vice-versa.

Entender esses horários evita ordens enviadas fora do pregão e ajuda no acompanhamento do mercado.

O que considerar antes de investir no exterior?

Investir fora do país muda a natureza do risco da carteira. Você não estará mais exposto apenas à economia brasileira.

O primeiro fator é o câmbio.

Se o dólar sobe, seu patrimônio em reais aumenta mesmo que a ação não suba.
Se o dólar cai, ocorre o contrário.

Sendo assim, você passa a ter dois motores de retorno:

  • Desempenho da empresa

  • Variação da moeda

Outro ponto importante é o horizonte de investimento. A bolsa americana historicamente recompensa quem permanece investido por muitos anos, não quem busca ganhos rápidos.

Por isso, antes de começar, é importante definir:

  • Objetivos financeiros

  • Prazo de investimento

  • Tolerância a oscilações

Investir lá fora funciona melhor como estratégia de longo prazo.

Por que brasileiros estão investindo cada vez mais nos EUA

O crescimento do investimento internacional entre brasileiros não aconteceu por acaso. Na verdade, ele está baseado em fatores como diversificação e a busca por ativos presentes em uma economia forte. Afinal, quem investe apenas no Brasil concentra todo o patrimônio em uma economia emergente. 

Ao incluir ativos globais na carteira, o investidor passa a participar das maiores empresas do mundo e a manter parte da sua carteira em dólares.

Na prática, investir no exterior é uma decisão que oferece ao menos três benefícios:

  • Diversificação geográfica

  • Proteção cambial

  • Exposição a empresas globais

Por esse motivo, a alocação internacional deixou de ser luxo e passou a ser considerada parte essencial de uma carteira equilibrada.

Como investir na bolsa americana?

Existem alguns caminhos para brasileiros investirem nos Estados Unidos. Cada um tem vantagens e desvantagens, e nenhum deles é necessariamente melhor para todos os perfis. Confira!

Investindo através de BDRs

Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) são certificados negociados na bolsa brasileira que representam ações estrangeiras.

Na prática, você compra na B3 um ativo espelhado em empresas internacionais. É como possuir indiretamente ações da companhia sem enviar dinheiro para fora do país.

Vantagens

  • Não precisa abrir conta no exterior

  • Negociação em reais

  • Simplicidade operacional

  • Tributação semelhante às ações brasileiras

Para quem está começando, costuma ser a porta de entrada mais fácil.

Investindo através de ETFs internacionais

Outra alternativa bastante utilizada por quem deseja investir na bolsa de valores americana são os ETFs internacionais.

Os ETFs funcionam como fundos que replicam índices americanos. Sendo assim, um ETF como o S&P 500, por exemplo, equivale a investir nas 500 maiores empresas dos Estados Unidos simultaneamente.

Principais vantagens

  • Grande diversificação

  • Menor necessidade de análise

  • Estratégia adequada ao longo prazo

Essa é considerada por muitos especialistas a forma mais eficiente para iniciantes investirem globalmente.

Compra direta de ações no exterior

Para a compra direta de ações no exterior, você precisa abrir conta em uma corretora internacional e transferir recursos para essa conta, convertendo reais em dólar.

Com a conta aberta e saldo disponível, basta selecionar os papéis desejados, informar a quantidade a ser adquirida e enviar ordens de compra.

Nesse caso você passa a possuir as ações em dólar, custodiadas fora do Brasil.

Isso permite acesso total ao mercado:

    • Qualquer empresa listada

    • Todos os ETFs globais

    • Títulos internacionais

Essa opção também oferece mais flexibilidade estratégica, principalmente para quem pretende construir patrimônio no exterior.

A boa notícia, é que atualmente, o processo para abertura de uma conta de investimentos no exterior, pode ser feito de forma totalmente online.

Custos envolvidos para investir fora do Brasil

Antes de começar a investir na bolsa de valores americana, é essencial entender que investir internacionalmente possui custos específicos, a começar pelo câmbio.

Sempre que você envia dinheiro ao exterior há conversão de moeda e incidência de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Além disso, podem existir custos com:

  • Spread cambial

  • Taxa de corretagem

  • Taxa de custódia (dependendo da corretora)

Apesar disso, a competição entre corretoras reduziu bastante esses custos nos últimos anos, tornando o investimento acessível mesmo para valores menores.

Passo a passo para começar a investir na bolsa americana

Como começar a investir na bolsa de valores americana - Shutterstock

Após esclarecer uma série de dúvidas importantes sobre o assunto, veja no passo a passo abaixo, como investir na bolsa americana:

1. Defina seu objetivo

Antes de abrir conta em uma corretora, determine o propósito dos seus investimentos em ativos internacionais:

  • Proteção cambial

  • Aposentadoria

  • Crescimento patrimonial

  • Diversificação internacional

O objetivo influencia o tipo de ativo escolhido.

2. Escolha a forma de investimento

Você pode iniciar sua trajetória internacional com:

  • BDRs (mais simples)

  • ETFs (mais diversificado)

  • Compra direta de ações no mercado americano.

Muitos investidores começam com ETFs e evoluem para outros ativos com o tempo.

3. Abra conta em corretora e envie o dinheiro

Se você optar por investir de forma direta no mercado internacional, será necessário abrir conta em uma corretora internacional. Agora, se você vai investir por meio de instrumentos como BDRs, basta abrir conta em uma corretora nacional.

O cadastro normalmente exige:

  • Documento de identidade e CPF

  • Comprovante de residência

  • Declaração fiscal internacional (para abertura de conta de investimentos no exterior).

Não se preocupe, o processo de abertura da conta é feito de forma rápida e digital.

Com a conta aberta, você precisará transferir dinheiro para ela, através de transferência ou PIX (para contas nacionais) ou remessa internacional (para contas no exterior).

 Após a conversão cambial, o saldo fica disponível em dólar.

4. Escolha os ativos

Por fim, você precisará escolher os ativos e enviar as ordens de compra, fornecendo informações como quantidade e código (ticker).

Evite concentrar seus recursos em apenas uma empresa. Seja no Brasil ou no exterior, a diversificação é fundamental.

Lembre-se: A bolsa americana recompensa consistência, não hiperatividade. Movimentar demais a carteira costuma aumentar custos e reduzir retorno.

Vale a pena investir na bolsa americana?

Para muitos investidores, a pergunta não é mais “se”, mas quanto investir no exterior.

A exposição internacional oferece:

  • Proteção contra crises locais

  • Participação em empresas globais

  • Diversificação cambial

  • Acesso a setores inexistentes no Brasil

Por isso, grande parte das carteiras modernas inclui ativos estrangeiros.

No entanto, antes de investir, é muito importante entender os riscos envolvidos e sanar todas as dúvidas.

Conclusão

Investir na bolsa americana deixou de ser algo complexo. Hoje é possível começar com poucos passos e valores acessíveis.

Se utilizado com estratégia e disciplina, o mercado americano pode se tornar uma das principais ferramentas de construção patrimonial no longo prazo.

Vai começar a investir no exterior? 

Utilize os indicadores fundamentalistas do Investidor10 para fazer escolhas mais assertivas.

Agora, se você deseja acompanhar de perto o desempenho da sua carteira e ter acesso a uma série de recursos extras, conheça o Investidor10 PRO.

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