Taesa (TAEE11): Dividendos garantidos até 2031 não impedem “venda” do BBI

Os analistas elevaram o preço-alvo da ação de R$ 30 para R$ 38 para 2026, mas mantiveram a recomendação de venda.

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Publicado em 08/01/2026 às 14:21h - Atualizado 12 horas atrás Publicado em 08/01/2026 às 14:21h Atualizado 12 horas atrás por Matheus Silva
Parte relevante das concessões da empresa expira entre 2030 e 2032 (Imagem: Shutterstock)
Parte relevante das concessões da empresa expira entre 2030 e 2032 (Imagem: Shutterstock)
🚨 A Taesa (TAEE11) continua sendo uma máquina de gerar caixa, mas o futuro de longo prazo da companhia começou a pesar mais que o presente generoso nas planilhas do Bradesco BBI. 
Em relatório recente, os analistas elevaram o preço-alvo da ação de R$ 30 para R$ 38 para o final de 2026, mas mantiveram a recomendação de venda. 
O motivo? O valor atual de mercado já estaria "esticado" demais, implicando uma desvalorização potencial de 8,1% frente ao último fechamento.
A grande questão que assombra a tese de investimento não é a competência operacional da Taesa, mas o calendário. Parte relevante das concessões da empresa expira entre 2030 e 2032. 
Para o BBI, esse "prazo de validade" deve pressionar as receitas e os lucros de forma acentuada no futuro, o que torna o preço atual da ação caro quando comparado ao valor que ela conseguirá gerar após o encerramento desses contratos.

O "colchão" de dividendos e os novos ativos

Apesar da recomendação de venda, o banco reconhece que a Taesa é uma opção de renda formidável para o curto e médio prazo. 
A expectativa é de que a companhia entregue um dividend yield robusto, oscilando entre 8% e 11% no período de 2026 a 2031.
Além disso, a atualização do preço-alvo incorporou quatro novos ativos greenfield. A estimativa é que esses projetos adicionem cerca de R$ 400 milhões em receita potencial entre 2027 e 2028. 
Outro ponto técnico importante foi a inclusão do reembolso de ativos não depreciados ao final das concessões, adicionando R$ 1,10 por ação ao valor justo da companhia.

O otimismo do CEO

Enquanto o mercado financeiro foca nos números frios dos contratos, a diretoria da Taesa trabalha nos bastidores de Brasília. 
O CEO, Rinaldo Pecchio Jr, manifestou otimismo quanto às discussões com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel sobre a renovação das concessões.
Segundo o executivo, 2027 será o ano decisivo para manifestar o interesse em manter os ativos. 
A estratégia da Taesa é provar, por meio de estudos técnicos, que a manutenção das concessões atuais é a melhor saída para a modicidade tarifária e a estabilidade da rede elétrica brasileira.
Para o investidor, o cenário é de vigilância. Se a Aneel conceder o reembolso integral dos ativos não depreciados, o preço-alvo do BBI poderia subir mais R$ 8,60, mudando completamente a atratividade do papel. 
📊 Por enquanto, o recado do Bradesco BBI é para aproveitar os dividendos, mas estar ciente de que você pode estar pagando um preço alto por um negócio que precisará se reinventar nos próximos seis anos.

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