Operação da PF contra Rioprevidência termina com dinheiro arremessado por janela

Ex-presidente do fundo tem prisão convertida em preventiva.

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Publicado em 11/02/2026 às 13:46h - Atualizado 4 minutos atrás Publicado em 11/02/2026 às 13:46h Atualizado 4 minutos atrás por Wesley Santana
Dinheiro foi achado pelos policiais que participavam da operação (Imagem: Reprodução/PF)
Dinheiro foi achado pelos policiais que participavam da operação (Imagem: Reprodução/PF)

Nesta quarta-feira (11), a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Barco de Papel. Os agentes investigam crimes contra o sistema financeiro, focando especialmente na Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

Durante a operação, um dos alvos foi visto atirando uma mala cheia de dinheiro pela janela de um apartamento no 30ºandar, em Balneário Camboriú (SC). Segundo a PF, o montante recolhido somava cerca de R$ 429 mil em cédulas físicas.

Além do dinheiro, os policiais apreenderam dois carros de luxo, dois smartphones e documentos de diversas pessoas. Ao todo, nove pessoas foram alvos de mandados de busca e apreensão em cidades do Sul, como Itajaí, Itapema, além de Camboriú.

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“Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e de ocultação de provas”, diz nota da PF.

Também nesta quarta, a Justiça Federal decidiu reverter a prisão temporária do ex-presidente da Rioprevidência em preventiva. Desta forma, Deivis Marcon Antunes não tem previsão de deixar o Presídio de Benfica (RJ).

Ele foi detido na semana passada, enquanto dirigia com destino ao Rio de Janeiro. Ele tinha voltado de viagem do exterior e foi parado inicialmente pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos e, horas depois, detido na rodovia por outros agentes.

Ele estava no comando da previdência pública do Rio quando a entidade fez uma compra bilionária de Letras Financeiras do Banco Master. A PF investiga a atuação dele na operação que envolveu CDBs entre novembro de 2023 e julho de 2024.

“Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva”, continua a PF.