Ethereum e Solana caindo 35% provam se o pior já passou para criptos em 2026?

Analistas comentam sobre forte correção nos chamados tokens de plataformas de contratos inteligentes.

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Publicado em 20/02/2026 às 19:32h - Atualizado 1 minuto atrás Publicado em 20/02/2026 às 19:32h Atualizado 1 minuto atrás por Lucas Simões
ETH e SOL se desvalorizaram mais que o Bitcoin nos últimos 30 dias (Imagem: Shutterstock)
ETH e SOL se desvalorizaram mais que o Bitcoin nos últimos 30 dias (Imagem: Shutterstock)
Quem observa os tokens do Ethereum (ETH) e da Solana (SOL) subindo +1,40% e +3,00%, respectivamente, no acumulado das últimas 24 horas nesta sexta-feira (20), enquanto o Bitcoin (BTC) se apreciava +1,3% por volta das 19h (horário de Brasília), pode até achar que as criptomoedas alternativas estão levando a melhor, mas vale a pena entender quais são os riscos e oportunidades envolvidas.
Mesmo os mais leigos no universo das criptomoedas sabem que as moedas virtuais enfrentam fortes baixas em seus preços em 2026, com o próprio BTC desabando -24% no acumulado dos últimos 30 dias, à medida que a forte demanda de grandes fortunas em Wall Street evaporou. 
Só que, quando analisamos o desempenho das maiores redes blockchain de contratos inteligentes, Ethereum e Solana, cada uma viu os seus tokens degringolarem cerca de -35% também apenas nos últimos 30 dias. O que levanta a dúvida legítima: será que o pior já passou?
Para os analistas do BTG Pactual, o setor de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), que justamente engloba os negócios de ETH e SOL, ainda segue na liderança do mundo cripto ao se tratar de geração de receitas.
"Dados recentes indicam que aplicações em DeFi capturam cerca de 5 vezes mais taxas do que as blockchains, contra cerca de 2 vezes há pouco mais de 1 ano, reforçando a migração de captura de receitas para a camada de aplicações", comentam os especialistas Lucas Josa e Matheus Parizotto, em relatório publicado nesta semana.
O principal desafio para tais criptomoedas alternativas permanece em transformar o uso e receitas em valor para o token, já que muitos desses ativos nasceram com finalidade de governança, mas há pouca ligação com receitas, visando reduzir o risco regulatório de serem enquadrados como valores mobiliários (mesma categoria das ações, fundos imobiliários, renda fixa, etc.).

Como ETH e SOL podem virar o jogo?

Apesar de muitos sinais negativos pairarem sobre o noticiário de criptomoedas, há informações que apontam para a sustentação das moedas virtuais do ramo DeFi. 
Vale citar que a tokenização de ativos do mundo real para o mundo virtual avançou em 2026, com saldo de US$ 24,8 bilhões e registrando crescimento de +296,64% nos últimos 12 meses. 
Em paralelo, os stablecoins (criptomoedas lastreadas em moedas reais, como o USDC) seguem ampliando a base de liquidez do ecossistema cripto. A oferta em circulação atingiu US$ 304 bilhões, registrando alta de +40,29% nos últimos 12 meses. 
"Com isso, ETH e SOL combinam receitas e utilidade com preços ainda pressionados, em cenário favorável para ampliação de seus principais casos de uso. Uma virada na precificação desses ativos, porém, ainda depende de avanços regulatórios que permitam mecanismos mais eficientes de transferência dos resultados operacionais para os investidores", alerta a dupla de especialistas do BTG Pactual.
Segundo dados do Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil em Ethereum (ETH) há 12 meses, hoje você teria R$ 554,50, enquanto Solana (SOL) teria entregue R$ 345,00. A simulação também aponta que um CDB pagando 100% do CDI teria retornado R$ 1.145,60 nas mesmas condições.

SOL

Solana
Cotação

$ 84,49

Valor em Reais

R$ 437,68

Capitalização

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