Dividendos da Petrobras (PETR4) podem decepcionar no 4T25, alerta BTG
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
💲 Os dividendos distribuídos por empresas brasileiras tiveram uma queda de 9% no último ano, refletindo um cenário global de ajustes no pagamento aos acionistas.
O grande responsável por esse recuo foi o setor de mineração, com destaque para a Vale (VALE3), que viu seus dividendos encolherem diante da volatilidade no mercado de commodities.
No entanto, enquanto a mineradora recuou, a Petrobras (PETR4) voltou a figurar entre as maiores pagadoras de dividendos do mundo, consolidando sua relevância no cenário internacional.
Segundo levantamento da gestora Janus Henderson, o setor de mineração e transporte teve o pior desempenho global em termos de distribuição de dividendos, contribuindo com uma redução de US$ 26 bilhões em relação ao ano anterior.
No caso da Vale, a empresa distribuiu US$ 4,2 bilhões aos seus acionistas, um volume expressivo, mas inferior ao de períodos anteriores.
Por outro lado, a Petrobras (PETR4) se destacou positivamente e retomou sua posição de destaque no ranking global, ocupando o 14º lugar entre as maiores distribuidoras de dividendos do planeta.
A estatal brasileira pagou impressionantes US$ 10,8 bilhões aos seus acionistas, impulsionada por sua forte geração de caixa e pelo elevado preço do petróleo nos mercados internacionais.
No cenário internacional, os dividendos pagos pelas empresas ao redor do mundo alcançaram um recorde de US$ 1,75 trilhão em 2024, um crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior.
Esse avanço, no entanto, poderia ter sido ainda maior se não fosse o impacto negativo da valorização do dólar e a redução de dividendos especiais pontuais.
➡️ Leia mais: Petrobras (PETR4) volta a lista de maiores pagadoras de dividendos do mundo; confira
Os Estados Unidos e o Japão foram os grandes destaques do período, com desempenhos acima do esperado no último trimestre do ano passado.
No total, 17 dos 49 países analisados bateram recordes históricos na distribuição de dividendos, incluindo mercados desenvolvidos como Estados Unidos, Canadá, França, Japão e China.
Um fator determinante para o crescimento global dos dividendos foi a entrada de gigantes da tecnologia nesse segmento. Empresas como Meta (M1TA34), Alphabet (GOGL34) e Alibaba (BABA34) começaram a remunerar seus acionistas com pagamentos consistentes, adicionando US$ 15,1 bilhões ao montante total distribuído globalmente.
Somente essas três companhias foram responsáveis por um quinto do crescimento mundial dos dividendos em 2024.
Além do setor de tecnologia, o setor financeiro também foi um dos motores dessa expansão, com os bancos aumentando seus pagamentos em 12,5% na base comparável.
Setores como telecomunicações, seguros, construção civil e bens de consumo também registraram avanços expressivos, reforçando a resiliência dos dividendos em um cenário econômico desafiador.
💰 A perspectiva para o próximo ano segue positiva. De acordo com as projeções da Janus Henderson, os dividendos globais devem crescer 5,0% em 2025, alcançando um novo recorde de US$ 1,83 trilhão.
A expectativa é de que, mesmo com a volatilidade dos mercados, os pagamentos se mantenham robustos, impulsionados principalmente pelo fortalecimento do setor financeiro e pelo amadurecimento das grandes empresas de tecnologia.
Para os investidores, a mensagem é clara: os dividendos seguem como uma estratégia relevante para a construção de patrimônio no longo prazo.
No Brasil, Petrobras e Vale continuam sendo peças-chave nesse cenário, e suas políticas de distribuição de lucro serão determinantes para os rendimentos dos acionistas em 2025.
Para o banco, os dividendos da estatal podem ser pressionados pela alta dos investimentos.
Segundo a ANP, a produção da Petrobras avançou em dezembro, com alta no petróleo e no gás natural, impulsionada pelo pré-sal.
A disparada levantou dúvidas entre os investidores sobre quanto dessa alta já está precificada e o que ainda pode sustentar o papel em 2026.
Sem a petroleira, o lucro das demais estatais somou R$ 41,8 bilhões, o que deixa clara a forte dependência em relação à Petrobras.
Por volta das 12h, os papéis preferenciais PETR4 subiam 2,54%, negociados a R$ 38,29, liderando os ganhos do Ibovespa.
Segundo comunicado, os acordos firmados podem resultar na comercialização de até 60 milhões de barris de petróleo brasileiro.
O objetivo é compensar o declínio natural de campos mais antigos e reforçar a presença da companhia.
A estatal também reforçou que o valor pago pelo consumidor final não depende apenas do preço da molécula do gás comercializado.
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