China anuncia taxas de 34% aos EUA em retaliação ao tarifaço de Trump

O governo chinês também adicionou 11 empresas americanas à sua "lista de entidades não confiáveis".

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Publicado em 04/04/2025 às 08:03h - Atualizado 18 horas atrás Publicado em 04/04/2025 às 08:03h Atualizado 18 horas atrás por Elanny Vlaxio
A medida começa a valer no dia 10 de abril (Imagem: Shutterstock)
A medida começa a valer no dia 10 de abril (Imagem: Shutterstock)

🚨​ A China anunciou nesta sexta-feira (4) que vai impor tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações dos Estados Unidos a partir do dia 10 de abril. A medida é uma retaliação ao "tarifaço" anunciado pelo presidente americano Donald Trump (Partido Republicano).

“Essa prática dos EUA não está de acordo com as regras do comércio internacional, prejudica seriamente os direitos e interesses legítimos da China e é uma prática típica de intimidação unilateral”, disse a Comissão de Tarifas do Conselho de Estado da China, em comunicado.

O governo chinês também comunicou que implementará controles sobre a exportação de terras raras destinadas aos EUA. A lista de materiais com exportação controlada pelo governo inclui samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio. Essas restrições já passam a vigorar a partir desta sexta.

🗣️​ "O objetivo da implementação do governo chinês de controles de exportação sobre itens relevantes de acordo com a lei é proteger melhor a segurança e os interesses nacionais e cumprir obrigações internacionais como a não proliferação", disse o Ministério do Comércio em um comunicado.

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Além disso, a China também adicionou 11 empresas americanas à sua "lista de entidades não confiáveis", incluindo fabricantes de drones. Segundo o governo, essas empresas cooperaram militar e tecnologicamente com Taiwan, com isso, prejudicando a soberania nacional.

Na última quinta-feira (3), o Ministério do Comércio chinês havia exigido que a cobrança das taxas fosse cancelada imediatamente. Segundo o órgão, a medida ignorou as negociações comerciais multilaterais. A China não foi a única a reagir.

​💭 A chefe do Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu as novas tarifas de Trump como uma grande golpe para a economia global e disse que a União Europeia está preparada para responder com medidas retaliatórias casos as negociações com Washington fracassem.

"Não queremos necessariamente retaliar. Mas se for necessário, temos um plano forte para retaliar e o usaremos", afirmou, num discurso ao Parlamento Europeu em Estrasburgo. "Nosso objetivo é uma solução negociada. Mas é claro que, se necessário, protegeremos nossos interesses, nosso povo e nossas empresas", disse.

Na outra ponta, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou um novo pacote de €14,1 bilhões para blindar a economia espanhola. “O governo da Espanha não vai esperar para ver o que acontecerá nos próximos dias ou semanas. Vamos responder, como sempre, de forma antecipada, para estarmos preparados”, disse o premiê ao apresentar o novo pacote.