Bitcoin (BTC) perde força como 'ouro digital' e se aproxima das ações tech
Um relatório da Grayscale aponta que, nos últimos dois anos, o Bitcoin apresentou forte correlação com ações de empresas de software.
🚨 O Bitcoin (BTC) começou 2025 com o pé esquerdo. Após um ano de euforia, marcado por recordes históricos e forte entrada de capital institucional, a principal criptomoeda do mercado acumula uma queda de 6,3% nos três primeiros meses do ano — seu pior desempenho trimestral desde 2020.
A desvalorização contrasta com o entusiasmo que marcou o fim de 2024, quando o ativo disparou mais de 150% no acumulado do ano.
Mas o que está por trás dessa virada de humor do mercado? E o que pode estar à frente no caminho do BTC?
O ambiente macroeconômico e político internacional foi o grande responsável pela freada no ritmo do Bitcoin.
A política comercial mais agressiva adotada pelo presidente norte-americano Donald Trump reacendeu incertezas nos mercados, afetando diretamente os ativos considerados mais voláteis — como é o caso das criptomoedas.
Embora o governo tenha sinalizado avanços regulatórios favoráveis e até mesmo criado uma reserva estratégica de ativos digitais, o tom mais duro na condução de temas internacionais gerou cautela entre investidores.
Além disso, a política monetária do Fed (Federal Reserve) permaneceu como um freio de mão puxado.
A manutenção dos juros na faixa de 4,25% a 4,50% — em meio ao temor de uma inflação mais resistente — manteve o apetite ao risco sob controle.
Com isso, ativos como o Bitcoin perderam parte do brilho diante da atratividade das aplicações mais conservadoras em dólar.
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Apesar da queda, o recuo atual deve ser encarado com cautela — e não como um sinal de reversão de tendência.
Desde sua máxima histórica de US$ 109 mil atingida em janeiro, o BTC já recuou cerca de 19%.
Embora seja um movimento relevante, está longe das correções mais intensas que a criptomoeda já enfrentou em ciclos anteriores.
Um levantamento histórico mostra que o Bitcoin já passou por diversas quedas expressivas após renovar máximas, muitas delas acima dos 30%, antes de retomar sua trajetória ascendente.
Em comparação, o recuo atual parece mais um respiro técnico do que uma mudança estrutural no mercado.
📊 Veja a performance do Bitcoin nos primeiros trimestres dos últimos anos:
| Ano | 1º trimestre |
| 2025 | - 6,30% |
| 2024 | + 68,68% |
| 2023 | + 71,77% |
| 2022 | - 1,46% |
| 2021 | + 103,17% |
| 2020 | - 10,83% |
📈 A visão predominante entre analistas é de que o segundo semestre pode reservar uma retomada para o Bitcoin. Isso dependerá, principalmente, da atuação do Federal Reserve nos próximos meses.
Há uma expectativa crescente de que o banco central norte-americano promova dois cortes de juros ainda este ano — o que tende a beneficiar ativos de maior risco e impulsionar novamente o mercado cripto.
Outro fator que pode contribuir para a recuperação é a consolidação da entrada de investidores institucionais, agora com acesso facilitado aos ETFs de Bitcoin à vista, aprovados recentemente nos Estados Unidos.
Esse movimento tem potencial para trazer liquidez e estabilidade ao mercado, além de atrair um novo perfil de investidor para o universo das criptomoedas.
O início turbulento de 2025 não muda a natureza cíclica do Bitcoin — marcada por momentos de forte valorização seguidos de correções intensas.
A queda atual, apesar de simbólica, ainda está dentro de padrões considerados normais por quem acompanha o ativo há mais tempo.
Um relatório da Grayscale aponta que, nos últimos dois anos, o Bitcoin apresentou forte correlação com ações de empresas de software.
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Segundo ele, a criptomoeda pode estar entrando em uma dinâmica típica de ativos alavancados e dependentes de confiança.
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