Ibovespa recua 1% com pressão externa; BB (BBAS3) sobe 4,5% e desafia o mau humor
O Ibovespa caiu 1,02% e fechou aos 187.766 pontos, pressionado pelo tom defensivo global e por quedas acima de 1% em Wall Street.
O Banco do Brasil (BBAS3) ainda sofre com a alta da inadimplência no agronegócio, mas já projeta resultados um pouco melhores a partir do quarto trimestre. Ao menos, foi o que indicou a CEO do BB, Tarciana Medeiros, nesta quarta-feira (24).
🏦 Em evento com investidores em Nova York, Tarciana Medeiros reconheceu que a inadimplência do agronegócio apresentou um "desvio completamente fora do previsto" neste ano e ainda deve pressionar os resultados do banco neste terceiro trimestre.
Ela também disse, contudo, que já há sinais de melhora, sobretudo por causa de medidas recentes do governo que podem ajudar os produtores rurais a renegociar dívidas e os bancos a manejar as provisões contra perdas esperadas. Por isso, indicou que o BB já pode começar a ver uma redução das provisões a partir do quarto trimestre deste ano.
💡 "Estamos observando uma inadimplência resiliente ainda no terceiro trimestre, mas agora já com algumas notícias muito boas, com previsão de arrefecimento, de controle da inadimplência", declarou. E seguiu: "A gente vai começar a enxergar, a partir do final do quarto trimestre, efeitos na provisão".
A CEO do Banco do Brasil ressaltou que essa melhora deve ser gradual, já que provisões contra perdas esperadas costumam "subir de elevador e descer de escada". Ainda assim, a perspectiva de que melhoras sejam vistas já a partir do quarto trimestre animou o mercado, impulsionando as ações do BB na B3.
📈 Às 12h, as ações do Banco do Brasil figuravam entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira e apresentavam uma alta de 1,76, cotadas a R$ 22,52.
De acordo com analistas, a perspectiva de que os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva conversem na próxima semana também contribui com o desempenho do papel. Afinal, um possível acordo entre Estados Unidos e Brasil reduziria o risco de sanções americanas aos bancos brasileiros.
Também entra na conta a perspectiva de que os dividendos do banco voltem a crescer em 2026. CFO do Banco do Brasil, Geovanne Tobias disse no encontro com investidores que a instituição pode rever o payout ou até liberar dividendos extras no próximo ano caso seja bem-sucedida nessa estratégia de recuperação.
Diante da alta da inadimplência no agronegócio e das provisões, o lucro do BB caiu 20,7% no primeiro trimestre e afundou 60,2% no segundo trimestre de 2025. Com isso, o banco ainda reviu as projeções para este ano, reduziu o payout e adiou o pagamento de dividendos.
Ao discutir o cenário com investidores nesta quarta-feira (24), a CEO do Banco Brasil reconheceu que este "tem sido um ano de grandes desafios", mas disse que também é "um ano de ajustes, para alicerçar o crescimento do banco no futuro".
Segundo ela, a instituição fez uma "análise bastante profunda" para entender o cenário e ajustar suas estratégias. O banco intenficou as renegociações, mas também atualizou as regras de concessão e cobrança de crédito, por exemplo, e diz que já observa uma melhora na qualidade de crédito da safra 2025/2026.
Dessa forma, o Banco do Brasil projeta um crescimento modesto da carteira de crédito do agronegócio neste ano, de 3% a 6%, mas vê espaço para uma "retomada do crescimento" mais à frente.
"Ainda tem muito trabalho para ser feito, mas temos confiança que os ajustes que estamos fazendo vão alicerçar a retomada dos resultados do banco", disse Tarciana Medeiros.
O Ibovespa caiu 1,02% e fechou aos 187.766 pontos, pressionado pelo tom defensivo global e por quedas acima de 1% em Wall Street.
O BB pretende manter um payout de 30%, embora veja o lucro voltando a crescer em 2026.
Para analistas, o guidance sugere uma recuperação gradual dos resultados do BB.
Para ter direito ao provento, o investidor precisa estar posicionado no papel até 23 de fevereiro.
Mesmo com queda anual de 40%, o resultado superou com folga o consenso Bloomberg, que projetava R$ 4,5 bilhões.
O banco chega na temporada sob pressão, com consenso apontando trimestre fraco, lucro em retração e impacto no agro.
Além do setor bancário puxando o carro, a bolsa de valores brasileira viu varejistas brilharem.
Além disso, a Petrobras apresenta a sua prévia operacional na terça-feira (10).
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