Lula liga para Trump, bancos disparam e Ibovespa tem a melhor semana desde junho

Com ganho de 2,45%, a semana fechou no positivo e marcou o melhor desempenho desde o fim de junho, quando subiu 2,95%.

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Publicado em 21/08/2026 às 18:06h Publicado em 21/08/2026 às 18:06h por Matheus Silva
O dólar comercial fechou em queda de 0,93%, a R$ 5,14 (Imagem: Shutterstock)
O dólar comercial fechou em queda de 0,93%, a R$ 5,14 (Imagem: Shutterstock)
📈 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta sexta-feira (21) com alta de 1,85%, aos 171.031 pontos, um ganho de 3.104,58 pontos que chegou a flirtar com os 172 mil na máxima do dia.
O resultado encerrou uma semana no azul, com avanço de 2,45%, a melhor desde os 2,95% acumulados entre 22 e 26 de junho. O dólar comercial recuou 0,93%, a R$ 5,144. Os juros futuros caíram por toda a curva.
Um dos catalisadores do dia foi a conversa telefônica entre o presidente Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que durou uma hora e vinte minutos. Os dois líderes debateram temas como comércio, crime organizado e guerras em curso.
A expectativa é que as equipes dos dois países retomem as negociações, em um ambiente diplomático ainda marcado por tensões.
Do lado doméstico, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, buscou minimizar preocupações com o cenário fiscal, atribuindo a pressão inflacionária no país principalmente aos impactos da guerra no Oriente Médio.
A visão contrasta com a de economistas como o ex-ministro Henrique Meirelles, que defende medidas "mais fortes" para controlar os gastos públicos. 
A debandada de investidores estrangeiros, que marca o atual momento da bolsa, foi descrita por gestores como reflexo de realização de lucros e incerteza fiscal e eleitoral, e não como aposta em recessão.

Bancos lideram as altas com Bradesco avançando 3,11%

O setor financeiro foi o grande motor do pregão. A B3 (B3SA3) disparou 5,23%, na máxima do dia. O Bradesco (BBDC4) avançou 3,11%, o Itaú Unibanco (ITUB4) valorizou 2,91%, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,16% e o Santander (SANB11) fechou com alta de 2%. A Vale (VALE3) também contribuiu com ganho de 1,36%.
O varejo surpreendeu positivamente. Magazine Luiza (MGLU3) liderou o setor com alta de 7,22%, seguida pela Lojas Renner (LREN3), com 4,67%. A Casas Bahia (BHIA3), que vive momento delicado com a recuperação judicial, fechou com avanço de 4,88%. 
A Equatorial (EQTL3) subiu 2,29%, com analistas citando desconto considerado injustificado e múltiplos catalisadores à frente. A Petrobras (PETR4) ficou praticamente estável, com recuo de apenas 0,05%. Já a Braskem (BRKM5) caiu 0,59%.

Wall Street fechou em alta

Nos EUA, os principais índices fecharam com altas consistentes, embora o saldo semanal tenha sido menos animador. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo seguiram no radar. 
"O mercado se ajustou a uma taxa de juros de 4% a 5% para os títulos de 10 anos. Se tivéssemos algum evento que fizesse o mercado disparar para a faixa de 6% a 7% para os títulos de 10 anos, isso seria um problema, e o mercado reagiria mal a isso", disse Leo Kelly, CEO da Verdence Capital Advisors, à CNBC. 
A ameaça do Irã de uma resposta "devastadora" às novas sanções americanas ficou em segundo plano durante o pregão.

Agenda da próxima semana

A semana que começa promete ser mais movimentada em dados econômicos. Na quarta-feira (26), saem o IPCA-15 de agosto e a segunda estimativa do PIB dos EUA no 2T26. 
📊 Na quinta, chegam os dados de emprego no Brasil. Na sexta, é a vez do payroll americano.

Maiores altas

Maiores baixas