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Braskem (BRKM5) confirmou que analisa a adoção de novas medidas judiciais para se proteger contra cobranças e execuções de credores, mas ressaltou que ainda não tomou qualquer decisão sobre os termos finais de sua reestruturação de capital.
O esclarecimento veio após matéria publicada pelo jornal O Globo. A notícia afirmava que a companhia pretendia protocolar um pedido de recuperação extrajudicial para repactuar cerca de US$ 10,3 bilhões em dívidas, sem alienação imediata de ativos, contando ainda com a flexibilização de prazos da
Petrobras (PETR4).
Para explicar o contexto atual, a empresa lembrou que a revisão de sua estrutura financeira teve início ainda em 2025, quando contratou assessores jurídicos e financeiros. A partir de junho de 2026, a administração passou a dialogar diretamente com gestores e detentores de suas Notas Seniores e Debêntures.
Como forma de assegurar um ambiente estável para essas tratativas, a petroquímica obteve blindagem jurídica no Brasil e no exterior. Em junho de 2026, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo concedeu uma Tutela de Urgência Cautelar suspendendo execuções e constrições por 60 dias para os credores participantes da mediação.
Na sequência, em junho de 2026, a empresa acionou o mecanismo do Chapter 15 nos Estados Unidos, obtendo em 30 de junho uma ordem de suspensão temporária (automatic stay) em âmbito americano durante a análise do processo brasileiro.
Com a proximidade do término do período de suspensão concedido pelas medidas cautelares, as conversas entre as partes foram intensificadas. A petroquímica revelou ter recebido novas alternativas não vinculantes trazidas por grupos de credores, que sugerem mecanismos de capitalização de créditos e prestação de ativos em garantia.