2025 é o ano do ouro caro e do dólar barato; saiba o pódio dos investimentos
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
Nesta sexta-feira (21), a Shein confirmou que vai fazer sua abertura de capital no próximo dia 1º de setembro. A operação será realizada em Hong Kong, onde a empresa passa a ser listada.
A empresa agora trabalha com a expectativa de levantar até US$ 2 bilhões em investimentos, mas tudo vai depender do apetite do mercado. A ideia é vender 8% do capital social, que hoje está avaliado em US$ 25 bilhões.
Essa não é a primeira vez que a plataforma digital tenta chegar à bolsa de valores. Em 2022, tentou ir aos Estados Unidos e, depois, ao Reino Unido.
Em ambas as tentativas, o valor de mercado era bem diferente do atual. Quando tentou ir à NYSE, o valuation encostava em US$ 100 bilhões, logo depois que a companhia conseguiu levantar um aporte.
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Considerando o novo patamar, as ações da companhia seriam negociadas a 0,6 vezes o total de vendas de 2025, conforme estimativa do BTG Pactual. O banco de investimentos entende que este preço já considera os riscos regulatórios e a menor previsibilidade de lucros na comparação com suas concorrentes.
A Shein tem sido pressionada por uma série de países que impõem regras para importações. É o caso do Brasil, que, anteriormente, aplicava tarifas federais e estaduais para as encomendas que chegavam do exterior.
Também acontece nos EUA, de onde vem 1 em cada 4 compras da companhia. Por lá, desde o ano passado, já não há isenção de impostos para produtos de baixo valor que atravessam o Pacífico.
Mesmo com tudo isso, os analistas esperam que a Shein fique no ranking das maiores empresas de vestuário do mundo.
“Embora as mudanças regulatórias tenham reduzido parcialmente algumas das vantagens históricas das plataformas de comércio transfronteiriço, nosso mais recente Índice do Varejo de Vestuário indica que a Shein ainda mantém uma vantagem significativa de preços em relação às varejistas locais de moda”, diz o banco.
A Shein é uma das principais empresas de e-commerce do mundo, com atuação em diversos países. De origem chinesa, ganhou relevância por oferecer produtos de moda com preços bastante competitivos.
Ela e outras empresas asiáticas do mesmo segmento são alvo de discussão em vários países por pressionarem o varejo local. O custo de fabricação é bem inferior, portanto, mesmo com o envio internacional, essas marcas conseguem praticar preços bem abaixo da média do mercado.
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.
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