Isso porque, no último dia 15 de agosto, o Tesouro IPCA+ 2026 desembolsou R$ 258,7 bilhões a quem havia emprestado dinheiro ao governo brasileiro, sendo os maiores beneficiários os grandes bancos.
Tamanha injeção de liquidez nos títulos públicos provocou uma verdadeira "mini corrida" pelos atrativos rendimentos pagos pelos indexados à inflação de longo prazo. Se mais investidores estão dispostos a investir, os juros compostos tendem a cair e destravam lucros com marcação a mercado.
É exatamente o que ilustra a trajetória recente do
Tesouro IPCA+ 2050. Na última sexta-feira (14), o título indexado à inflação de longo prazo oferecia juro real de 7,40% ao ano, mas a remuneração caiu para os atuais
IPCA+ 7,30% ao ano.
Por sua vez, o preço unitário do
Tesouro IPCA+ 2050 no período subiu de R$ 864,30 para R$ 884,09, respectivamente. Ou seja, em apenas dois pregões, houve lucro de +2,30% na marcação a mercado.
Ao mesmo tempo, a divulgação do IBC-Br (índice de Atividade Econômica) referente a junho de 2026, mais fraco que o esperado pelo mercado, com queda de -0,6%, renovou as apostas do mercado de que a
taxa Selic poderá ficar mais moderada, com o Banco Central atuando contra uma economia menos aquecida.