Só o
IFIX (índice que traz o desempenho médio dos
FIIs mais negociados) operava em queda de -6,25% por volta das 15h (horário de Brasília), na faixa de
3.741,09 pontos. No fechamento da última sexta-feira (23), quando o mercado ainda era crente no favoritismo do candidato à Presidência e senador
Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro), o
IFIX havia quase tocado a barreira psicológica dos 4 mil pontos.
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Mais do que uma guinada nos rumos da política, os agentes de mercado estão desconstruindo as posições ancoradas em juros futuros bem mais baixos, os quais saltaram de patamares ao redor de 12,68% ao ano na última sexta-feira para os atuais 15,35% ao ano, caso dos contratos DI (Depósitos Interfinanceiros) com vencimento em janeiro de 2035.
Para quem não sacou ainda, boa parte dos movimentos de valorização (ou prejuízo) aplicados sobre as cotas dos
FIIs listados na B3 estão intrinsecamente relacionados à variação dos juros futuros. Quando as taxas dos DIs disparam abruptamente, normalmente nos deparamos com o quadro atual de intensa reprecificação.
Inclusive, nenhuma cota de fundo imobiliário negociado na bolsa de valores brasileira registrava quaisquer ganhos neste day after de rescaldo eleitoral. Já os rendimentos oferecidos pelo Tesouro IPCA+ 2035, referência para o mercado de
FIIs, saltaram rapidamente do patamar de
IPCA+ 6,72% ao ano, às vésperas do resultado das Eleições 2026, para a região de
IPCA+ 7,50% ao ano, pouco antes do
circuit breaker atingir o Tesouro Direto hoje.
Marginalmente, os
FIIs de papel conseguem se sair melhor em cenário de juros mais altos, dado que a origem de seus dividendos mensais provém de carteiras pulverizadas de dívidas imobiliárias, normalmente
CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), que podem estar indexados à inflação (
IPCA+) ou aos juros flutuantes (
CDI+). Todavia, há o efeito adverso de marcação a mercado quando as taxas sobem sob os títulos de dívida já em carteira.
FIIs que mais caíam neste dia 26 de outubro de 2026
- TG Ativo Real (TGAR11): -17,31% / R$ 42,96 por cota / FII de desenvolvimento
- VBI Prime Properties (PVBI11): -14,94% / R$ 65,60 por cota / FII de lajes corporativas
- JS Real Estate (JSRE11): -13,30% / R$ 61,91 por cota / FII de lajes corporativas
- HSI Malls (HSML11): -11,94% / R$ 83,22 por cota / FII de shoppings
- Tellus Properties (TEPP11): -11,73% / R$ 6,92 por cota / FII de lajes corporativas