A reação negativa dos investidores já aparecia antes do início das negociações na Bolsa brasileira. Por volta das 7h, os contratos futuros de dólar avançavam quase 10% no exterior, chegando a R$ 5,56. No
mercado acionário internacional, empresas brasileiras também registravam perdas expressivas, os papéis do
Bradesco (BBDC4), por exemplo, recuavam 28%.
Acompanhe todas as notícias pelo celular!
Baixe o app
A pressão sobre os ativos ocorre após o resultado eleitoral contrariar as expectativas de parte do mercado, que trabalhava com a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Antes da votação, a perspectiva de mudança no governo havia contribuído para a valorização da Bolsa, especialmente após o resultado do primeiro turno.
A turbulência também levou o
Tesouro Nacional a cancelar as ofertas tradicionais de títulos prefixados e de papéis atrelados à inflação previstas para esta semana. Os leilões de títulos indexados à inflação estavam programados para terça-feira (27), enquanto os de prefixados ocorreriam na quinta-feira (29).
Mais bancos tombando na Bolsa
As ações dos principais bancos brasileiros também aprofundavam as perdas na Bolsa, em meio à forte turbulência que atingiu o mercado financeiro após o resultado eleitoral.
O BTG Pactual registrava a maior desvalorização entre os bancos citados, com baixa de 34,16%, a R$ 52,55. Na sequência, as ações preferenciais do Bradesco recuavam 24,55%, negociadas a R$ 15,28.
Os papéis do Itaú também apresentavam perdas expressivas, com queda de 16,87%, a R$ 40,15. Já as units do Santander Brasil tinham o recuo mais moderado entre os quatro bancos, de 4,50%, cotadas a R$ 26,29.