Weg (WEGE3) lidera perdas do IBOV na semana do balanço: O que pesou no 3T26?

As ações da Weg caíram 11% na semana, atingindo menor patamar em mais de três anos.

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Publicado em 24/10/2026 às 14:39h - Atualizado em 24/10/2026 às 14:43h Publicado em 24/10/2026 às 14:39h Atualizado em 24/10/2026 às 14:43h por Marina Barbosa
O lucro da Weg subiu, mas as margens caíram no 3T26 (Imagem: Divulgação)
O lucro da Weg subiu, mas as margens caíram no 3T26 (Imagem: Divulgação)
A Weg (WEGE3) afundou 11% e liderou as perdas da semana no Ibovespa, com o mercado reagindo aos seus resultados no terceiro trimestre de 2026. 
📉 A fabricante de motores elétricos apresentou o seu balanço na quarta-feira (21) e, desde então, não teve mais nenhum dia de ganhos na B3. 
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Com isso, as ações da empresa fecharam a semana negociadas abaixo de R$ 43, o que não acontecia há mais de três meses.

Os resultados da Weg no 3T26

O resultado cresceu 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. Porém, ficou abaixo do esperado pelo mercado, que projetava um lucro de R$ 1,71 bilhão e ainda viu outros sinais de alerta no balanço.
A receita operacional líquida da Weg teve uma alta de 5,7% e atingiu R$ 10,86 bilhões no trimestre, sustentada pela melhora do desempenho no mercado doméstico e, sobretudo, pelos negócios internacionais.
Porém, o custo dos produtos vendidos e as despesas subiram ainda mais: 6,8% e 7,0%, respectivamente.
As cifras foram pressionadas pelo aumento dos custos de matérias-primas, sobretudo do aço e do cobre; pelas tarifas americanas; e pelas despesas associadas à construção de novas fábricas, como as despesas com pessoal.
Com isso, o Ebitda da Weg subiu 3,1% e marcou R$ 2,345 bilhões. Já a margem Ebitda recuou 0,6 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano passado, ficando em 21,6%. A margem bruta também recuou, para 32,9%.
A queda da margem foi maior do que o esperado e dominou as análises do mercado, o que mostra a preocupação dos analistas com a capacidade da empresa de preservar sua rentabilidade em meio à alta de custos.
A Weg, por sua vez, diz que as margens permanecem em um patamar saudável e dentro do esperado.

O que esperar daqui para a frente?

Ao apresentar o balanço, a administração da Weg disse que esses fatores ainda devem pressionar os resultados no curto prazo.
Por isso, a companhia vem buscando ganhos de produtividade e melhorias de custos para mitigar esses impactos. A administração também não descarta rever contratos para repassar parte do aumento de custos aos clientes.
Apesar desses desafios e da reação negativa ao balanço do terceiro trimestre, o mercado mantém uma visão positiva para a Weg no futuro, devido a sinais positivos na carteira de pedidos e ao avanço das novas fábricas.
A XP, por exemplo, vê indicadores saudáveis de demanda por equipamentos eletroeletrônicos industriais, transmissão e distribuição de energia, com o crescimento acelerando progressivamente ao longo de 2027 e 2028.
Já o BTG diz que a Weg pode estar entrando em um novo capítulo de crescimento, principalmente com o aumento da capacidade de produção de equipamentos de transmissão e distribuição de energia.
Por isso, o BTG mantém uma recomendação de compra para as ações da empresa, com um preço-alvo de R$ 65.