Em meio à forte queda da Bolsa brasileira nesta segunda-feira (26), algumas ações conseguiam escapar da sangria na B3.
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O que explica a alta de algumas ações?
A alta de algumas ações em meio à turbulência na Bolsa pode ser explicada pela valorização do dólar, que favorece empresas com forte atuação no mercado externo, explicou Thiago Valencia, sócio da Valor Investimentos.
“Essas (empresas) estão se beneficiando da alta do dólar. São grandes exportadoras, têm custo em reais, mas a receita em dólar, porque elas exportam muito. Então, automaticamente, quando o dólar sobe, elas também sobem, porque se beneficiam com a alta da moeda."
Veja as maiores altas
Apesar do cenário negativo, cinco ações registravam valorização no período.
- EMBJ3: +7,31%; R$ 94,81;
- SUZB3: +7,06%; R$ 46,10;
- VALE3: +4,83%; R$ 64,89;
- WEGE3: +4,82%; R$ 44,79;
- BRAP4: +2,58%; R$ 19,50.
E as maiores baixas
Na ponta negativa, as perdas eram mais intensas, com três ações recuando mais de 45%.
- VAMO3: -54,60%; R$ 2,91;
- MGLU3: -53,27%; R$ 5,93;
- CEAB3: -46,82%; R$ 7,36;
- CSAN3: -43,27%; R$ 2,95;
- CYRE3: -41,05%; R$ 20,97.
Bancos e empresas de energia também recuam
A pressão sobre o mercado também atingia grandes empresas brasileiras. As ações da
Petrobras (PETR4), da
Cosan (CSAN3) e de outras companhias ligadas ao setor de energia registravam fortes perdas durante o pregão. A Cosan aparecia entre os destaques negativos, com queda de 43,27%, a R$ 2,95, por volta das 12h49.
Os bancos também aprofundavam as perdas em meio à turbulência que atingiu o mercado financeiro após o resultado eleitoral. Entre as instituições financeiras, os papéis do
BTG Pactual (BPAC11) lideravam as quedas do setor, com recuo de 34,16%.