Ibovespa cai na contramão de Wall Street com Petrobras (PETR4) desabando 5%

Bolsas nos EUA e Europa dispararam, com o Dow Jones renovando sua máxima histórica em um dia de ganhos generalizados no exterior.

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Publicado em 15/06/2026 às 17:52h Publicado em 15/06/2026 às 17:52h por Matheus Silva
O petróleo despencou com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
O petróleo despencou com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz (Imagem: Shutterstock)
📉 O Ibovespa (IBOV) encerrou esta segunda-feira (15) com queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, na contramão dos mercados globais, que reagiram com forte euforia ao anúncio do acordo preliminar entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. 
O documento terá seu conteúdo oficial divulgado na sexta-feira (19), na Suíça, onde representantes das duas partes assinarão o memorando de entendimento. O dólar comercial encerrou com leve alta de 0,09%, a R$ 5,06.
Nos EUA, o Dow Jones renovou recorde histórico e os principais índices subiram com amplitude. Os mercados europeus seguiram no mesmo ritmo. 
O petróleo despencou com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, ainda que a retomada do fluxo pré-guerra deva ser gradual e levar semanas, dado o volume de minas submarinas colocadas ao longo do conflito.

Ibovespa fica de fora da festa por falta de capital estrangeiro

A euforia global não se traduziu em ganhos para a bolsa brasileira. Na avaliação da Ágora Investimentos, quando o capital disponível para risco fica mais seletivo, o investidor estrangeiro compara com mais rigor onde alocar sua próxima unidade de capital. 
"Nessa disputa, tecnologia, crédito, renda fixa, commodities e outras classes de ativos competem pelo mesmo fluxo de recursos", disse a corretora.
Sem rotação de capital estrangeiro, o acordo reduziu um obstáculo para o Ibovespa, mas não o suficiente para reverter o cenário de pressão sobre inflação, juros e prêmios de risco. 
Os juros futuros seguem no radar das decisões sobre taxas desta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da reunião do G7, na França, buscando evitar novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros e reverter o veto da União Europeia às proteínas do país.

Petrobras afunda e Prio cai com colapso do petróleo

A queda acentuada dos futuros do petróleo derrubou as petroleiras. A Petrobras (PETR4) desabou 5,15% e a PRIO (PRIO3) recuou 7,24%. Os grandes bancos também pressionaram o índice. O Bradesco (BBDC4) perdeu 1,12%, o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,46%, o Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 0,44% e o Santander (SANB11) cedeu 0,15%.
Do lado positivo, a Vale (VALE3) limitou as perdas do Ibovespa com alta de 2,44%, sustentada pela valorização do minério de ferro. O varejo também contribuiu, com a Magazine Luiza (MGLU3) avançou 2,49%, Vivara (VIVA3) subiu 1,22% e o GPA (PCAR3) disparou 12,90%.

Terça traz o primeiro dia de reuniões do Copom e do Fed

A terça-feira (17) chega com a divulgação de dados do varejo no Brasil e indicadores nos EUA, além do início das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do Fed (Federal Reserve). 
📊 As decisões sobre juros das duas instituições estão previstas para a quarta-feira (18), em nova Super Quarta de política monetária simultânea.