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Ibovespa (IBOV) encerrou esta segunda-feira (15) com queda de 0,42%, aos 170.415 pontos, na contramão dos mercados globais, que reagiram com forte euforia ao
anúncio do acordo preliminar entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
O documento terá seu conteúdo oficial divulgado na sexta-feira (19), na Suíça, onde representantes das duas partes assinarão o memorando de entendimento. O
dólar comercial encerrou com leve alta de 0,09%, a R$ 5,06.
Nos EUA, o Dow Jones renovou recorde histórico e os principais índices subiram com amplitude. Os mercados europeus seguiram no mesmo ritmo.
O petróleo despencou com a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz, ainda que a retomada do fluxo pré-guerra deva ser gradual e levar semanas, dado o volume de minas submarinas colocadas ao longo do conflito.
Ibovespa fica de fora da festa por falta de capital estrangeiro
A euforia global não se traduziu em ganhos para a bolsa brasileira. Na avaliação da Ágora Investimentos, quando o capital disponível para risco fica mais seletivo, o investidor estrangeiro compara com mais rigor onde alocar sua próxima unidade de capital.
"Nessa disputa, tecnologia, crédito, renda fixa, commodities e outras classes de ativos competem pelo mesmo fluxo de recursos", disse a corretora.
Sem rotação de capital estrangeiro, o acordo reduziu um obstáculo para o Ibovespa, mas não o suficiente para reverter o cenário de pressão sobre
inflação, juros e prêmios de risco.
Os juros futuros seguem no radar das decisões sobre taxas desta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da reunião do G7, na França, buscando evitar novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros e reverter o veto da União Europeia às proteínas do país.
Petrobras afunda e Prio cai com colapso do petróleo
Terça traz o primeiro dia de reuniões do Copom e do Fed
A terça-feira (17) chega com a divulgação de dados do varejo no Brasil e indicadores nos EUA, além do início das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do Fed (Federal Reserve).
📊 As decisões sobre juros das duas instituições estão previstas para a quarta-feira (18), em nova Super Quarta de política monetária simultânea.